Os pastores da noite -

    Jorge Amado

    Companhia das Letras
    2009
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788535914528
    Português Brasileiro

    Narrativa densa e madura em que o autor satiriza as contradições da sociedade brasileira, enlaçando de modo irresistível alguns de seus motivos permanentes: a luta pela emancipação social, a força da cultura popular, a mesquinhez e o ridículo da elite. Posfácio de Zuenir Ventura. Escrito às vésperas do golpe militar de 1964, este romance modelar se constrói em três partes autônomas, interligadas por personagens comuns: prostitutas, boêmios, vigaristas, a comunidade notívaga de Salvador, com suas leis e valores próprios: o culto à cachaça, o ódio à polícia, o horror ao trabalho. Na primeira parte, o cabo Martim, craque dos baralhos marcados e dos dados viciados, sedutor cobiçado, aparece com companheira fixa e planos de constituir um lar. A notícia cai como uma bomba entre os pastores da noite. A segunda narrativa trata do batizado do filho de Massu, negro musculoso que ganha a vida fazendo pequenos fretes. O padrinho do menino é o próprio Ogum, e assim o batizado mobiliza a noite da cidade, embaralhando candomblé e catolicismo. Na última parte, a ocupação do morro do Mata Gato por desabrigados desencadeia um conflito social e político. O dono do terreno recorre à polícia, mas entram em cena outras forças e interesses: autoridades governamentais, imprensa corrupta, banqueiros do jogo do bicho. O romance foi levado ao cinema em 1976 pelo francês Marcel Camus, e em 1995 a segunda parte do livro virou a minissérie de tevê O compadre de Ogum.

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    Doney Corteletti Stinguel20/04/2015Resenhou um livro
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    Lista de Livros: Os Pastores da Noite, de Jorge Amado

    “Só tem uma coisa que eu quero te dizer: quando a gente discute com a mãe da gente quem tem razão é ela e mais ninguém.” * “Não era possível, a um homem só, dormir com todas as mulheres do mundo mas devia-se fazer esforço para consegui-lo, assim ensinavam no cais os velhos marinheiros.” * “Em negócio de gente grande, pequeno não deve se meter. Senão quem paga os pratos quebrados é a gente...”

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