A Casa Sem Janelas - E a vida de Eepersip lá

    Barbara Newhall Follett

    Editora Rua do Sabão
    2020
    350 páginas
    11h 40m
    ISBN-13: 9786581462017
    Português Brasileiro

    “Eu não saberia o que dizer deste livro, exceto um milagre.” — Eleanor Farjeon “Devem existir alguns poucos que se interessaram pelo segredo, ao mesmo tempo inocente e selvagem, do coração de uma criança. E aqui está a pequena senhorita Barbara Follett, mantendo os portões vastamente abertos, deixando-nos entrar e transitar à vontade sobre o solo encantado.” — New York Times review “Esta é uma composição muito bela. Mas há momentos para o leitor em que este livro torna-se quase insuportavelmente belo. Torna-se um nó na garganta. A cansativa meia idade e a clara fragilidade da nova Utopia acenam… O contraste aponta para a dor. O leitor fecha o livro e inquieta-se relutante até encontrar o jornal da noite e desmanchar-se em seu próprio elemento.” — The Saturday Review of Literature “Eu acho que a caprichosa história de Barbara é uma importante contribuição para a psicologia infantil; mas, mais do que isso, é um primoroso trabalho que teria sido acolhido com altos e merecidos aplausos se tivesse sido concebido pela pena de Walter de La Mare. Há uma beleza comovente em sua descrição, da qual grande quantidade é verdadeira poesia de uma obra idílica refletida no espelho não manchado da consciência de uma criança.” — New York Evening Post Aos oito anos, Barbara Newhall Follett decidiu escrever um romance. Não foi fácil, nem sem sobressaltos: no mesmo ano um incêndio atingiu a casa dos Follett, e o manuscrito foi devorado pelas chamas. Mas a persistência da jovem foi maior. Ela retomou o livro do zero e, em 1927, ela enfim publicou A Casa Sem Janelas, recebendo quase unânimes elogios em jornais e revistas como o New York Times e o Saturday Review of Books. Barbara tinha apenas 12 anos.Barbara ainda escreveu outros romances e diários de viagem. Mas o sucesso de A Casa Sem Janelas nunca se repetiu. Com o divórcio de seus pais e a Grande Depressão, a jovem escritora encontrou cada vez mais dificuldades para escrever e se sustentar. Ainda assim, ela nunca deixou de trabalhar em seus manuscritos, nas poucas horas que sobravam no dia após uma jornada de trabalho como secretária em Nova Iorque, onde morava com o marido, Nickerson Rogers.Então, em 1939, Barbara Newhall Follett desapareceu. As circunstâncias deste fato nunca ficaram claras, ou foram satisfatoriamente explicadas. Seu desaparecimento passou desapercebido por décadas, até que um estudo sobre sua obra, feito em 1966, tornou pública a informação que ela aparentemente tinha saído de casa uma noite, para nunca mais voltar.Esta primeira edição brasileira de A Casa Sem Janelas, traduzida por Lígia Garzaro e com ilustrações de Renata Volcov, tem como objetivo principal levar os leitores de todas as idades para conhecerem o mundo de Eepersip, uma terra sem feiura e cinismo, que o crítico e dramaturgo Lee Wilson Dodd chamou de “quase insuportavelmente bela”. Mas é também uma tentativa de reparação, de buscar dar à Barbara um pouco do lugarzinho que lhe seria devido entre os grandes autores de fantasia, tivessem as coisas corrido de forma um tanto diferente.

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    Encontro de leitores12/02/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Imagine um livro escrito por uma menina de 8 anos! Agora, imagine que no mesmo ano um incêndio em sua casa destrói o manuscrito do livro. Essa mesma menina, persistente ao extremo, retoma a escrita do livro, algumas histórias precisam ser contadas a qualquer custo, mas, anos depois, desaperece sob circunstâncias misteriosas e nunca mais é vista. Talvez você pense que essa minha introdução se refere a história contada em A casa sem janelas, pois engana-se, tudo isso aconteceu de verdade com a autora desse livro. Barbara Newhall não teve uma vida fácil, talvez tudo isso esteja retratado de alguma forma na construção de sua personagem mais emblemática, Eepersip. Toda essa premissa já faz qualquer leitor querer conhecer sua obra e ler para descobrir como tantos fatos interferiram em sua escrita, porém, o mais incrível disso tudo é que a autora era apenas uma menina quando escreveu essa magnífica obra. No livro, acompanhamos a trajetória de liberdade da pequena Eepersip que abandona a casa onde vive, o conforto e colo dos pais, para viver junto a natureza, os adultos até tentam trazê-la de volta, tentam prendê-la entre quatro paredes, mas a força da menina é maior do que qualquer convenção, afinal nada pode deter alguém que descobriu o gosto pela liberdade. Dessa forma, ler A casa sem janelas, é muito mais do que se aventurar pela relação entre uma menina e a natureza, é um convite a mergulhar profundamente na consciência infantil e buscar os segredos que se escondem no coração de uma criança. Um livro precioso para presentear jovens e adultos, uma edição impecável, ilustrada, bilíngue (o livro traz a narrativa em português e inglês), além de trazer um projeto gráfico que faz qualquer leitor querer colocar em sua coleção de livros mais bonitos da estante! P. S.: Quem amou Anne de Green Gables vai amar a pequena Eepersip também.

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