A Espada de Constantino - A Igreja Católica e os Judeus

    James Carroll

    Manole
    2002
    787 páginas
    1d 2h 14m
    ISBN-10: 852041320X
    Português Brasileiro

    James Carroll, autor desta obra, foi padre católico e trabalhava na Harvard University, onde é pesquisador-associado no Center for the Study of Value in Public Life, na Divinity School. A Espada de Constantino – a Igreja Católica e os Judeus é um breve e comovente acerto de contas com as verdades difíceis, que vai sensibilizar todos os leitores. Exigindo que a igreja enfrente de forma definitiva seu passado, James Carroll convoca um repensar nos fundamentos das questões, nas profundezas da fé cristã. Nesse livro corajoso e emocionante o autor mapeia a história de dois milênios de batalha da igreja católica contra o judaísmo e enfrenta a crise de fé que isso provocou em sua própria vida como católico. http://www.manole.com.br/loja/produto-183996-3512-a_espada_de_constantino__a_igreja_catolica_e_os_judeus

    Resenhas (1)Ver mais
    Rafael Raniery picture
    Rafael Raniery15/04/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Cristianismo antissemita

    Esse é um grande livro. As relações entre o antissemitismo e o cristianismo nunca foram dispostos de uma forma tão clara. Aqui é mostrado o início histórico do antissemitismo e sua associação religiosa ao cristianismo, mas da mesma forma que o antissemitismo iniciou com o cristianismo o autor, neste livro, mostra que poderia não ter sido assim. Se estudiosos e teólogos católicos, tais quais Abelardo ou Nicolau de Cusa tivessem sido ouvidos a história da Europa e do relacionamento judaico-cristão teria sido muito diferente. Sem o estatuto de limpieza de sangre, criado pelos cristãos ibéricos e logo espalhado pela Europa, a Shoah, por exemplo, não teria sido possível. A mensagem do Evangelho foi deturpada pelos cristãos dos séculos I em diante, cristãos esses que, diferentemente dos primeiros cristãos, não eram judeus. E não entendiam o ambiente judaico da época do início do cristianismo, não viam que o Jesus era um judeu, praticante, e se via como judeu. Ele não entenderia os feitos que seus seguidores cometeriam contra seu povo. Não foi a mensagem que ele deixou, mas foi o que seus seguidores definiram em Concílios nos séculos subsequentes. Embora a Igreja se negue a relacionar a história da Europa e dos judeus europeus à sua teologia o autor deixa claro que a Igreja Católica (e Protestante) foi responsável pela maior catástrofe do século XX, ela e sua teologia permitiu (ou gerou) o ambiente responsável pela Shoah.

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