O objetivo da obra é interpretar os desvios estilísticos e identificar os mecanismos de escolha entre uma forma e outra com fins de melhor expressividade afetiva. Depois de expor a trajetória dos estudos estilísticos até o séc. XIX (Aristóteles, Quintiliano, Santo Agostinho, Boileau, Buffon e Condillac), o autor descreveu as grandes vertentes modernas, como a estilística descreitiva de Bally. A idealista de Spitizer, a estrutural de Rifaterre, a estatística de Guiraud, a gerativa de ohmann, a funcionalista (poética) de Jakobson e Barthes, a retórica de Dubois (Grupo mi de Liège) e a semiótica de Blanchard. Uma vez descritos, volta-se para definir estilo, norma, desvio, escolha, expressividade e linguagem conotativa relacionando-os entre si. A partir, então, do conceito de desvio estilístico e de escolha estilística, o autor expõe sobre as metáboles, seguindo, portanto, a linha de Dubois, e descreve a escolha estilística no eixo da seleção e no da combinação, tanto no nível lexical, quanto nos níveis morfológicos, sintáticos e semânticos. Ele dá atenção especial à expressividade sonora das palavras, dedicando-lhe um capítulo, momento em que expõe sobre a motivação sígnica, opondo-se, dessa forma à arbitrariedade do signo saussureano. Para concluir, o autor comenta sobre o uso elegante e adequado da linguagem, apontando 4 fatores importantes para a aceitabilidade do enunciado: continuidade, progressão, não-contradição e articulação.
A Estilística -
José Lemos Monteiro
Ática
1991
188 páginas
6h 16m
ISBN-10: 8508037821
Português Brasileiro
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