Este volume de “Poesia” de T.S. Eliot (Nova Fronteira, 2006, reedição da tradução de Ivan Junqueira, 1981) tem alguns problemas. Seria melhor se fosse bilíngue, por exemplo: é um pouco de esnobismo mas num livro de poesia faz uma grande diferença. As notas de Junqueira também não são grande coisa. Explicam o que não carece de explicação e deixa de contextualizar o que está menos acessível para o leitor comum, por exemplo na “Terra Desolada” (exceto quando apenas traduz as notas de uma edição espanhola e outra francesa). O que tem de bom: é Eliot. E, mostrando a trajetória desde “A canção de amor de J. Alfred Prufrock” até os Quatro Quartetos, permite compreender melhor a sua evolução (não num sentido positivista, de progresso constante rumo a um fim, mas no de uma transformação que no entanto não muda a essência). Com isso, até os versos de tema explicitamente religioso fazem sentido. Mesmo que Eliot, conservador, convertido ao Catolicismo, use os seus versos como uma prece a Deus, o leitor ateu consegue abstrair e ler um culto à Poesia. Amém. (http://almanaque.wordpress.com/2012/02/03/meninos-eu-li-19/)
Poesia -
Thomas Stearns Eliot
Nova Fronteira
2006
336 páginas
11h 12m
ISBN-13: 0008520918506
Português Brasileiro
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