Ao discorrer sobre o pensamento filosófico na América Latina e explorar a longa trajetória dessa área no nosso continente, apresentando-nos assim seus maiores expoentes, esta obra chama a atenção para a ausência desse enfoque nos cursos de graduação em filosofia e defende a necessidade de que essa lacuna seja preenchida. Acompanhe-nos neste estudo e amplie a sua percepção sobre o vasto campo da filosofia, que tradicionalmente é representado somente por pensadores europeus e estadunidenses, fazendo-nos esquecer que aqui mesmo, em nossas terras, contamos com uma larga e consistente produção filosófica.
Filosofia latino-americana e brasileira (Dialógica) -
Giselle Moura Schnorr, Rui Valese
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Ver maisO que somos e onde "somos"?
Estou graduando em filosofia pela Uninter e adoro a abordagem dos livros apresentados a cada disciplina. Porém, necessita que o aluno absorva um pouco mais sobre o tema em outras obras (acho que sempre foi assim). Os livros apresentam fatos, períodos, pensadores e principais correntes... São tantas informações de uma vez, que acredito não termos tempo suficiente para assimilar, historicamente falando... (nesse caso, assim como a própria universidade, recomendo a leitura em paralelo das indicações que todo capítulo traz baseado no seu interesse). O livro em questão foi um dos melhores que já li para abordar o tema. Hoje em dia (sempre foi assim, mas hoje nas redes está mais viva) vivemos uma dicotomia político/filosófica. Se você for mais a direita, será considerado um fascista/truculento de mão cheia, se for mais à esquerda será chamado de comunista/preguiçoso e tudo mais que as imaginações permitirem. América Látina, lugar de povos colonizados, lugar de riquezas mil, lugar de extração e escravidão. Será que temos um modo só nosso de pensar? Será que temos uma filosofia que parta de nossas necessidades? Será que conseguimos ser realmente independentes (no campo das ideias) ou apenas replicantes de culturas e ideias europeias e ainda mais do comportamento Estadunidense? O livro apresenta as etapas de um processo que tentou ao máximo (e ainda tenta) se emancipar de ideias que mais prejudicaram do que ajudaram. E não estou nem falando sobre Capitalismo e Comunismo, digo no trato do ser humano, a subvalorização da inteligência do povo latino. É de se pensar, é de considerar. Mesmo num mundo tão globalizado como o nosso, acredito que conseguimos pensar um pouco mais nossa cultura, nossas necessidades, nosso jeito. Vejo que o grande problema de um país colonizado como o nosso (inclusive digitalmente), é a dificuldade de ideias autóctones... Estamos sempre emulando o estadunidense e pensando as necessidades globais. Precisamos atender o pensar do local que estamos, precisamos entender as dores de ontem, e prevenir dores futuras. O livro trata do combate, das lutas do que hoje é chamado "minorias", mas que movem o mundo... Mesmo entendendo que lá no início de tudo o marxismo começou com uma luta econômica, e aos poucos foi apropriando-se de outros campos... fico sempre a me perguntar (mesmo que o marxismo não seja o ideal) quem estava preocupado com os menos favorecidos? Quem estava disposto a tratar as dores do povo? Quem tinha interesse em repartir uma fatia maior aos que produziam? A Realeza, império, oligarcas, burguesia, nunca se preocuparam com isso... viemos e vivemos a força da colonização de outros povos, a extração de riqueza, a diáspora africana, assassinatos e extermínio de toda uma civilização que era tida como selvagem, por não possuírem os valores europeus e seus estudos... Se as colonizações fossem nos dias de hoje, grandes desbravadores seriam chamados a mídia para explicarem esse "case de sucesso", seriam coaches de riqueza, venderiam cursos de como escravizar toda uma população, seriam mestres em ensinar como subvalorizar o ser humano, até que ele possa se ver dependente de seu "empregador". Não se espante, tudo que aconteceu estava na lei... O Mundo nunca foi justo, mas não é por isso que temos que acreditar que deve seguir assim até o fim dos tempos. Tento sempre de coração aberto entender os lados para conseguir chegar numa verdade. Lados politicos defendem interesses diferentes e pessoais, e se tem algo que o ser humano é muito engajado é EM SEU PRÓPRIO EGO. O preço de se ter políticos ególatras, é que irão até o fim numa ideia, mesmo que estiverem errados, mesmo a custo de sangue do povo. É necessário conhecer nossa cultura, é necessário conhecer nossa história, é necessário saber o que queremos. Já dizia Sócrates: Conheça-te!!!
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