Gran e sua turma libertaram Yggdrasil e conseguiram um novo “fragmento do mapa celeste”. Quem os esperava em seu próximo destino, a Cidadela de Albion, era a bela lorde Vira, que fora caloura de Katalina nos tempos do colégio militar. Vira se mostra muito feliz de reencontrar Katalina, mas esta deixa transparecer melancolia...
Granblue Fantasy #06 (Granblue Fantasy #06) -
Cygames, Cocho, Makoto Fugetsu
Edições (1)
Ver maisO sexto volume foi aquele que apresentou a narrativa mais intrigante até agora. No entanto, faltando um volume para encerrar a série, é meio tarde para chegarmos aqui. Cansaço e decepção resumem um pouco o meu sentimento até aqui e mesmo quando aparece uma narrativa minimamente diferente a gente fica desconfiado. Já fico pensando que o desfecho será ruim em algum nível. A arte está normal até porque boa parte do volume se passa em ambientes internos, dentro de um castelo. O ritmo até é bom e ele se foca em uma personagem interessante, que é a Katalina. Boa parte do volume se passa em Albion, o próximo destino do grupo. E isso começa a partir do segundo capítulo desta edição. Começando pela arte, cocho continua a empregar algumas cenas com cenário enevoado. A ilha de Albion é atacada frequentemente por criaturas monstruosas e os personagens podem ser atacados a qualquer momento por elas. O roteiro tenta explicar um pouco o motivo disso se dar, mas não é muito feliz no processo. Resumidamente, existe algum tipo de força de atração ou energia que faz as criaturas serem atraídas para a ilha. Eu entenderia se as criaturas fossem só guardiões, impedindo estrangeiros de entrar, mas elas atacam também os moradores locais. Aliás, se estas criaturas são tão violentas, por que raios um civil decide morar numa porcaria de ilha dessas? Enfim, voltando à arte, gostei de como cocho lida com a sequência de cenas na ilha, representando as diferentes reações dos personagens diante de um drama acontecendo no meio do grupo. Isso é bem traduzido nos closes e nas cenas de grupo. Só que ao mesmo tempo, ele usa muitos quadros brancos ocupados unicamente pelos personagens. Ou seja, novamente ele cai no problema das cabeças falantes (ou seriam corpos?). Enfim, se torna chato ficar vendo cenas de quadros em branco com personagens falando uns com os outros. Quero ver cenas de ação, quadros interessantes, sequências que me mantenham preso nas páginas. Não é isso o que acontece. Conhecemos mais sobre o passado de Katalina e seu envolvimento com Vira, a governante da ilha de Albion. O grupo segue para Albion porque o Império oferece uma trégua para o grupo e decidem negociar termos em um local que seja neutro. Albion não tem aliança com ninguém e funciona como uma espécie de escola militar onde cavaleiros poderosos são formados. Ao chegarem lá são recebidos por Vira e logo enviados para descansar de uma longa viagem. Pouco depois Katalina desaparece e eles descobrem que ela vai se submeter a um ritual voltado para despertar a besta do cristal estelar que está adormecida na ilha. Em troca disso, o grupo está liberado para seguir viagem. O problema é que várias coisas não batem. Por exemplo, como eles negociam uma reunião com o Império para discutir uma trégua e o capitão da embarcação não sabe quando ela vai acontecer. Porque é isso o que parece quando a Katalina se reúne com Furias e negocia os termos da trégua. O outro ponto é... quem é o Império, afinal? Porque o Furias parece estar representando o Império como um todo, mas ele é apenas o capitão de uma divisão de suas forças. O Império parece um ser etéreo que não tem qualquer presença na história. A grande trama deste volume é uma versão do conflito entre amigos que se tornam inimigos. Fugetsu dá uma ligeira mexida nesse clichê e transforma em algo interessante. Vira é movida por uma necessidade de se provar por si só. Apesar de sua arrogância, ela é uma mulher que não deseja simplesmente se tornar uma dama e ser uma decoração em uma corte. O que bate um pouco com os desejos de Katalina e por isso elas se dão bem inicialmente. Só que a gente coloca no meio a lenda de Luminaire, que exige um sacrifício do governante que precisa permanecer na ilha. A gente não sabe exatamente como se dá essa limitação: se é uma magia, um descontrole da besta quando o governante abandona o posto. Isso não é bem especificado. Gosto da trama, só não gosto dos exageros. Isso porque Fugetsu nos coloca uma Vira que se torna desequilibrada e instável por conta de uma situação no passado. Mas, acabei não entendendo bem porque a admiração de Vira a torna uma psicopata. Aceitaria tristeza e solidão e uma necessidade carinhosa (talvez até meio obsessiva) em fazer com que a Katalina permanecesse, mas isso não é o caso aqui. Vira é praticamente uma pirada que não se importa em destruir o seu reino para obter o que deseja. Por isso que eu disse que apesar da trama ser boa, acabamos nos decepcionando com o rumo escolhido pelo roteiro (no anime não é lá muito diferente). Um sexto volume menos pior que os anteriores, mas já nos encaminhando para o fatídico último volume (que é maior que um volume comum) e não teremos a história fechada. Sei mais ou menos como a história termina no anime porque o sétimo volume se encerra no momento em que a segunda parte da primeira temporada termina. Teremos algumas explicações sobre quem ou o que é Lyria. Ambos os volumes 5 e 6 continuam nessa espiral insana de insatisfação e terminar essa série se tornou quase um sadismo da minha parte. Sei que deve ter algum leitor que curtiu a série e respeito a opinião. Para mim é disparado uma das piores coisas que li em 2022. Já foi para caixinha de doações porque quero distância disso depois que terminar.
Estatísticas
Avaliações
3.5 / 15- 5 estrelas27%
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