Colo, por favor!
Este é o segundo livro do autor que tenho a oportunidade de apreciar, e confesso que muito me agrada seu jeito de escrita. Sempre com tamanha suavidade, sendo fruto de uma belíssima reflexão sobre o dom da vida. A obra foi escrita durante o período crítico de quarentena na pandemia do Covid-19, e retrata uma visão sobre os mais diversos tipos de relacionamento, seja no convívio com familiares, amigos, colegas ou vizinhos. O olhar de Carpinejar convida o leitor a ter mais empatia com a vida e com as pessoas que por ela passam, e também sobre as pessoas que vão e as que ficam. A leitura é fluida e se desenvolve como de costume, com palavras sinceras e fortes, distribuídas em pequenas reflexões que tem o poder de acolher o leitor da forma mais serena possível. Um verdadeiro poema em formato de livro. . . . "Não devo perder o respeito porque uma pessoa faltou com o respeito comigo. Aliás, devo mostrar respeito por mim, pelas minhas crenças, pelo meu caráter, pela minha formação, e não me rebaixar aos gritos e às ofensas. Preciso manter a ilha de serenidade enquanto o mar está tempestuoso e de ressaca ao meu redor."
