Um berço vazio - Tudo começou com o rapto de uma criança

    Charlotte Paul

    Record
    1995
    252 páginas
    8h 24m
    ISBN-1: 0

    Neste tenso e irresistível romance de suspense, o filho de um famoso herói nacional luta contra o tempo para reaver seu próprio filho da apavorante reencenação do rapto mais famoso de toda a história. A fama cedo adquirida custou a Leif Dahlquist a vida do filho mais velho, cujo o corpo foi encontrado após o rapto mais falado do século e que emocionou o mundo. Abalado pela dor, amargurado, o outrora garboso herói mergulhou em isolamento quase total, submetendo o segundo filho, Martin, a uma infância de vigilância constante. A família jamais discutia o caso do irmão mais velho, nem o imigrante austríaco, Klaus Ochsner que em julgamento sumário fora condenado pelo crime e logo executado. A sombra da tragédia, contudo, jamais deixou de pesar sobre aquela família. Embora Martin, agora adulto, houvesse resolvido dar ao próprio filho recém-nascido uma infância normal, começou a ficar inquieto quando a morte mais uma vez eletrizou os meios de comunicação de massa com reportagens sobre o bebê há tanto tempo desaparecido. De súbito, sua inquietação transformou-se em pavor - pois a mensagem deixada junto ao berço vazio de seu filho era curta, mas bastante clara. A provação insuportável, que fizera seu pai Leif levar uma vida de reclusão, recomeçou com um horror multiplicado. Apenas, desta vez, ele sabia quem era o sequestrador: o filho de Ochsner. E conhecia também o motivo: vingança.

    Resenhas (1)Ver mais
    Karol Melo picture
    Karol Melo16/01/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Fraco, porém não deixa de ser emocionante!

    “A ironia era que a policia procurava-o porquê ele era um motorista temerário, e ele se escondia porque era um sequestrador.” Este livro de Charlotte Paul pode-se ser considerado um ótimo livro para quem gosta de investigação e suspense, mas um livro fraco para quem já encarou os mais diversos detetives do mundo da literatura, como C. Auguste Dupin (Allan Poe), Sherlock Holmes (A. C. Doyle) e Hercule Poirot (Agatha Christie). A trama toda mistura presente e passado, angustias e mal entendidos que assombram a família Dahlquist por décadas, e deixaram uma cidade toda comovida por muitos anos. A sinopse resume bem todo o livro, e, diga-se de passagem, é um livro bem fácil de decifrar e de leitura muito fluente, pois a autora consegue conciliar em apenas um capitulo várias partes de um cenário inteiro, não fazendo você se perder na leitura, muito menos ter tempo de achar a leitura maçante. O detetive Jack Howard consegue ser um detetive altruísta e que não faz mistérios com o caso, chega a ser um detetive prático em seu trabalho e fazer com que seus clientes participem ativamente no caso, e não como vemos em muitos casos suspenses/romances policiais em que as pessoas envolvidas só aparecem no inicio e depois só no fim da trama para saber qual o desfecho. Acho que até pelo personagem em si ser mais flexível e volátil, o leitor consegue com muito mais facilidade acompanhar também todo o caso e adivinhar até antes mesmo do próprio dar seu veredicto final. Uma coisa que me chamou muita atenção, foi que a autora colocou algo mais psicológico em relação ao ato do sequestro em si, não é algo somente feito por dinheiro e sim como se fosse para consertar as coisas, mas de modo errôneo. Mas claro, que também tem a parte vingativa da coisa, mas isso só posso dizer para decifrar lendo-o. Para quem gosta desse tipo de leitura e gosta de um suspense mais leve (apesar de ter umas partes que podem ser cruas demais), vale muito a pena fazer a leitura! Para mais resenhas, link abaixo ;)

    2 curtidas

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