Na corda bamba de sombrinha -

    Larissa Rumiantzeff

    nao informado
    2020
    12 páginas
    24m
    ISBN-10: B088KRYV3N
    Português Brasileiro

    Beatriz não vê o pai há dez anos, desde que sua família se separou, quando ainda era criança. O ano é 1969 e Carlos Alberto era um jornalista procurado pela Dops no ápice do AI5, durante a ditadura. Seus pais se desencontram após um plano de fuga arranjado às pressas, e, embora ela e a mãe consigam fugir para o exterior, a família não volta a se reencontrar. Bia não faz ideia do que aconteceu com o pai. Até que uma carta chega do Brasil, trazendo à tona lembranças doces e dolorosas, e pressionando a jovem para que tome uma decisão que, mais uma vez mudará sua vida. O que escolherá, Holanda ou Brasil? Será que vale a pena reviver o passado ou seguir em frente?

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    Rafaella Fustagno27/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Esse conto foi o primeiro que ouvi através da Alexa, fiz vídeo para vocês recentemente e uma das habilidades dela que mais amei foi a leitura de ebooks na sua conta da Amazon. Dito isso, falarei agora sobre ele e mais abaixo outras considerações sobre essa experiência. A Larissa Rumiantzeff é colunista aqui do blog e também escritora, essa foi a primeira vez que li algo dela, comecei a ler outro conto mas não finalizei e em breve pretendo trazer minhas impressões dele também. Nesse conto curtinho, de apenas 12 páginas conheceremos Beatriz, que relembra sua história dez anos atrás. No primeiro capítulo ela está em uma biblioteca "brincando" com os livros como fazia quando pequena com seu pai Carlos. O ato lhe traz lembranças, da razão de ter saído fugindo de seu país na época da ditadura, seu pai foi dado como desaparecido, sua mãe falece logo depois. Na Holanda ela vai viver a vida e chamar aquele, pelo menos por enquanto, de seu país. Se adaptará à cultura, sentirá saudades dos pais. Em tempos de discurso duvidosos, de pessoas que não se recordam ou fingem não se lembrar de como foi a ditadura no país, o conto da Lari é uma forma de recordar dias que não precisamos e não queremos mais, o final é lindo. Vale lembrar que o título é homenagem à música cantada na voz de Elis Regina com letra do recém falecido Aldir Blanc chamada O bêbado e o equilibrista. Deixarei o vídeo de Elis cantando para vocês relembrarem.

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