Participei pela primeira vez em 1980 e, desde então, nunca mais consegui deixar de estar presente… Durante essas três décadas vivi muitas histórias, ouvi outras tantas e sempre contei quase todas. As pessoas sempre pediram para que fossem registradas a fim de que não se perdessem com o tempo. O Dr. Osvaldo Galotti, nosso querido Galotti, grande euclidiano e responsável pelo início formal da Semana Euclidiana, e quem me convidou a entrar para o Ciclo de Estudos como professora, um dia sugeriu-me que escrevesse essas histórias para poder mostrar às gerações futuras um pouco daquilo que chamou de “a alma da Semana”. Sempre relutei, afinal acho que contá-las a pequenos grupos, sentada na praça, nos bares, ou aos pés do Cristo, era mais prazeroso do que escrevê-las, mas o tempo vai passando e algumas coisas vão se perdendo. Algumas dessas histórias são contadas ano após ano, antes mesmo de minha chegada e, por isso mesmo não sabemos sua veracidade, mas é preciso registrá-las, sejam elas verdadeiras, ou pertencentes ao imaginário popular. É preciso mostrar às pessoas o quanto a Semana Euclidiana é humana. O jornalista e escritor Antonio Contente, em uma de suas crônicas publicadas no Jornal Correio Popular, escreveu que uma crônica nasce “com o entrelaçamento de coincidências. Reais ou imaginárias…” Não tenho pretensões literárias com essas crônicas e já antecipadamente quero dizer que a intenção é apenas homenagear a todos aqueles que em algum momento se fizeram presentes nesses 100 anos de Semanas Euclidianas, o maior movimento cultural ininterrupto desse país. (Trecho da Apresentação)
Aconteceu em agosto - casos e causos das Semanas Euclidianas
Rachel Bueno
Casa do Novo Autor
2012
68 páginas
2h 16m
ISBN-13: 9788577122196
Português Brasileiro
Edições (1)
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