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    A construção de Madame Mao -

    Anchee Min

    Rocco
    2010
    347 páginas
    11h 34m
    ISBN-10: 8532513840
    Português Brasileiro
    3.8
    31 avaliações
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    A construção de Madame Mao é uma biografia romanceada de uma das mulheres marcantes do século XX. Nascida em 1914 em Shantung, Chiang Ching teve uma trajetória que se confunde com os rumos políticos da China. Ambiciosa e cruel, perseguidora implacável dos seus inimigos por causa de sua determinação de suceder Mao Tsé-tung, conduziu milhões à morte. Anchee Min descreve o processo que levou a pequena Yunhe (seu nome de criança) a tornar-se o demônio de ossos brancos, como ficou conhecida a soberana das décadas de 60 e 70 — de atriz e militante a ditadora, depois lendária e mítica —, sem entretanto julgá-la. A autora combina aspectos pessoais de Ching — colhidos em documentos originais — com fatos históricos, nos conduz além do mito da figura que influenciou toda uma geração de chineses. O resultado é o complexo retrato de uma mulher que superou os limites impostos por sua cultura, construindo um personagem, reinventando a si mesma para dar asas à sua imensa ambição, somente igualada por sua ânsia, jamais saciada, de ser amada. Min mostra as contradições e motivações de Yunhe. O livro começa em 1919, quando a menina tinha quatro anos, vai até 1991 e está dividido em três fases: Madame Mao como Yunhe (1919-1933), como Lan Ping (1934-1937) e como Chiang Ching (1938-1991), nome dado a ela pelo ditador. Madame Mao teve origem humilde e sofrida: filha indesejada de uma concubina, criada para casar-se com um homem rico, recusa-se a conter o crescimento dos pés para adquirir o status de pés de lótus, apesar da insistência da mãe; espancada pelo pai bêbado, fugiu com uma companhia provinciana de ópera e engajou-se na arte como tábua de salvação. Estréia no teatro em 1930 e ingressa no Partido Comunista em 1933. Estrela de filmes, cantora e bela, casa-se com o comerciante Fei e naufraga no insucesso de se sentir submissa, quando suas ambições a incitam a obter mais. Decidida a melhorar sua condição, ingressa na universidade em troca de serviços na biblioteca. Lá, conhece o comunista Yu Qiwei, que mais tarde se tornaria um dos administradores de Mao, por quem desenvolve um amor cheio de admiração. Mas o romance se desfaz em meio aos confrontos políticos. Somente quando decide ir a Xangai sua vida dá uma guinada. Encontra, nas regiões áridas e montanhosas do Yenan, Mao Tsé-tung. O grande líder revolucionário se revelou um marido indiferente, com um apetite insaciável para a infidelidade. O casal, no entanto, se manteve unido durante a vitória comunista, o desastroso Salto para a Frente e o caos da Revolução Cultural. Chiang Ching suicidou-se em 1991 na cadeia, onde estava desde 1976, devido à sua participação nos desmandos da revolução. Condenada à morte em 1981, teve a pena comutada para prisão perpétua em 1983. http://www.rocco.com.br

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    Michelle Hummel28/09/2014Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A revolução Cultural e Madame Mao - O demônio de Ossos Brancos.

    " Ela começa a se preparar para ser queimada. Não pode evitar a atração que sente por ele. Primeiro por seu gênio como mentor, professor e depois como homem. Mais tarde ela diz que simplesmente era parte de sua natureza conquistar o inconquistável - ela era atraída pelo desafio.Não pelo homem." pg.63 Fui atraída por este livro. E, percebo agora que não foi mera coincidência. Havia acabado de ler " As Boas Mulheres da China" portanto, não é de se espantar que o vermelho da capa chamasse a minha atenção. Ao lê-lo, fui percebendo que a história girava em torno do principal responsável pela Revolução Cultural Chinesa que em "As Boas Mulheres da China" marcara tantas vidas. Foi a oportunidade para analisar o outro lado deste cruel evento e o interessante: ditado pela parte feminina, a terceira consorte de Mao Tsé-Tung. Para começar, não se trata de uma narrativa linear. Eu me perdia em alguns momentos da história, mas lá pelas tantas me acostumei com a forma adotada pela autora. E, de fato, seu objetivo foi nos mostrar a construção daquela que foi considerada uma mulher implacável, que não media esforços para manter-se no poder e, que ainda assim, sofria. Jiang Qing | Lan Ping ou simplesmente Madame Mao tornou-se Ministra da Cultura e, de caráter forte e vontade inabalável fez o que pôde (ainda que tivesse de sacrificar vidas além da sua própria) em nome de seu grande amor: o comunismo. Tornou-se a grande estrela no palco da Revolução Cultural, envergando seu maior figurino - o militar. A história de Madame Mao, "O Demônio de ossos Brancos" como ficou conhecida após os assassínios que cometera, tenta perscrutar o que levou uma jovem simplória a tornar-se uma mulher vingativa, cruel e insatisfeita. Descobre-se que ser esposa de Mao Tsé-tung exige muita perspicácia. Um bailado mortal e exaustivo, onde o preço a se pagar é a própria vida. E, Lan Ping não deseja menos do que isso: um papel onde possa brilhar. Ainda que este brilho seja marcado pela morte e o sofrimento.

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    Anchee Min

    Anchee Min ou Min Anqi em chinês, nascida em 14 de janeiro de 1957, é uma autora chino-americana que mora em São Francisco, nos EUA, e em Xangai, na China. Min publicou duas memórias, intituladas Red Azalea (Azaléia Vermelha), em 1994, e The Cooked Seed: A Memoir, em 2013, além de seis romances históricos, sendo eles: Katherine (2005), Becoming Madame Mao [2001: A Construção de Madame Mao, no Brasil; e Madame Mao (Outras Histórias), em Portugal], Wild Ginger: A Novel (2004), Empress Orchid (2004: Imperatriz Orquídea), The Last Empress (2007: A Última Imperatriz) e Pearl of China: A Novel (2010). Sua ficção se concentra em grandes personagens femininos, tal como em Jiang Qing, a esposa do presidente Mao Zedong, e imperatriz Dowager Cixi, a última imperatriz a governar a China. Após se mudar para os Estados Unidos, Min chegou ao ponto de trabalhar em cinco empregos ao mesmo tempo, além de ter aprendido inglês assistindo à Vila Sésamo. Ela se graduou na Escola de Artes Instituto Chicago. Ela foi casada com um imigrante chinês, o escritor Lloyd Lofthouse, com o qual ela teve sua única filha, de nome Lauryann Jiang, que estuda na Universidade de Stanford.

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    Anchee Min