Cinco Anos de Minha Vida - A história de um inocente em Guantánamo

    Murat Kurnaz

    Editora Planeta
    2008
    308 páginas
    10h 16m
    ISBN-13: 9788576653769
    Português Brasileiro

    Preso sem explicação no Paquistão em outubro de 2001, Murat Kurnaz foi vendido para os militares norte-americanos. O clima era de medo. Os EUA buscavam culpados pelos atentados de 11 de Setembro. Sem nenhuma acusação formal, o jovem turco-alemão foi então levado para o campo de prisioneiros de Guantánamo, em Cuba. E, mesmo tendo sido considerado inocente, passou cinco anos preso em condições abomináveis. Cinco Anos de Minha Vida é o relato comovente e revoltante do período em que Murat Kurnaz vivei sob regime de terror em poder dos norte-americanos. Conheça toda a verdade sobre um capítulo da história que os poderosos insistem em esconder. "Murat Kurnaz descreve de forma terrível o que lhe aconteceu durante sua prisão no campo de Guantánamo. Um relato emocionante - e um documento sem igual." HANS LEYENDECKER

    Resenhas (9)Ver mais
    Denise Maria Souza João picture
    Denise Maria Souza João16/01/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Eu não pretendia ler este livro agora; aliás, nem sei porque o comprei. Este tipo de história me revolta muito. Não é alienação, mas uma coisa é você saber, em linhas gerais, o que acontece em Guantánamo e/ou como os Estados Unidos tratam seus "inimigos"; outra, bem diferente, é conhecer em detalhes a história de alguém que esteve lá por tantos anos, sofrendo torturas e humilhações diárias, privado de seus direitos mais básicos. É muito difícil, pesado, machuca. Só aumenta a descrença no ser humano. Por outro lado, o livro é uma denúncia, um documento muito importante não só sobre o caso Murat, mas sobre a política de George W. Bush e sobre como as autoridades turcas e alemãs lavaram as mãos e foram coniventes com a barbárie a que o jovem foi submetido. É injusto, é cruel, é uma leitura incômoda, mas no fim das contas, fico feliz por tê-la concluído. "Eles tinham tirado minha liberdade, haviam tirado parte de minha juventude, tempo valioso, talvez o mais importante de minha vida. Eles tinham tirado minha família, meu passaporte e todos os meus direitos, tirado meu sol, meu sono e me enfiado em uma geladeira ou em um forno. Se sobrevivêssemos sem comida, também a tirariam. Eles só nos davam o suficiente para que pudéssemos permanecer vivos. A única coisa que eu ainda tinha era o ar que respirava. Pelo menos esse ar, fedendo a ferrugem e diesel do gerador eles não podiam tirar de mim, pensei. Estava enganado."

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