Rukia é uma obra nacional com mensagens fortes, é uma leitura rápida e ao mesmo tempo muito intensa. Quando li a sinopse eu logo fiquei curiosa e já imaginava que encontraria cenas um pouco mais difíceis de ler, e durante a leitura algumas delas me chocaram bastante. Vitor Bernal possui uma escrita envolvente e nos entrega personagens que despertam a nossa empatia, Rukia e Irakema são duas jovens que cresceram sozinhas e tiveram que aprender desde cedo a cuidar uma da outra, eram só elas duas e mais ninguém.
Alkpur é uma cidade que vive à sombra do que já foi um dia, se antes era próspera e feliz, hoje a população precisa trabalhar exaustivamente para pagar taxas abusivas e entregar aos soldados quase que toda a sua produção, deixando a cidade com quase nada. As pessoas não se alimentam bem, nem todas as crianças conseguem sobreviver e as que conseguem não se desenvolvem completamente, quando completam dez anos a metade delas que tiver mais saudável é levada para servir no exército inimigo e algumas das crianças levadas são vendidas como escravas. A população vive com medo, recebem castigos por qualquer coisa que façam de errado e se os soldados chegam e a produção não for suficiente as pessoas recebem punições severas.
Rukia tem a pele negra como todo o seu povo, mas os seus olhos verdes denunciam que em seu sangue corre o sangue dos inimigos e ela sempre foi desprezada e maltratada. O rei e a rainha foram brutalmente assassinados durante um golpe para tirá-los do poder, Rukia é da família real, mas foi poupada quando ainda era só um bebê. Ela tem o sonho de ver a cidade livre, de ver as pessoas felizes e de ver a prosperidade em Alkpur.
Eu gostei bastante da leitura e recomendo, Rukia é uma obra que mostra um povo lutando pela sua liberdade. Também temos uma briga política e vemos a população se unindo, dizendo que as pessoas não podem ficar paradas e que cada um precisa fazer a sua parte.
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