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    A Comédia Humana -

    William Saroyan

    Paz e Terra
    2002
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 8521905815
    Português Brasileiro
    4
    306 avaliações
    Leram520Lendo25Querem335Relendo0Abandonos10Resenhas28
    Favoritos24Desejados335Avaliaram306

    Uma sequência de quadros simples, cotidianos, que emolduram as experiências humanas e de trabalho do adolescente Homero Macauley, estafeta de uma agência postal e telegráfica. Um retrato pungente, poético, de uma pequena cidade da Califórnia e o drama de um jovem sensível que se vê de repente chefe de uma família dizimada pela guerra. Algumas das páginas mais tocantes da moderna ficção americana.

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    Resenhas (28)Ver mais
    Arsenio Meira picture
    Arsenio Meira11/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    William Saroyan foi (aliás, ainda é e sempre será) um grande escritor, que soube reverberar sua compreensão da natureza humana de uma forma intocável. Caetano Veloso, numa entrevista, deixou claro que Saroyan influenciou de modo decisivo a sua maneira de pensar. Vários outros artistas já prestaram testemunho semelhante. Abaixo, um trecho sublime do romance. Trata-se do diálogo da mãe com o filho (Homero), personagem principal deste clássico da literatura. “Sempre haverá dor nas coisas. Mas não é por saber disso que um homem deve desesperar. O homem bom procurará tirar a dor das coisas. O homem tolo nem mesmo o notará, a não ser em si próprio. E o homem mau aumentará a dor das coisas e a espalhará aonde quer que vá. Mas cada homem não tem culpa, pois o homem mau, não menos que o homem tolo e o homem bom, não pediu para vir aqui e não veio sozinho, do nada, e sim de muitos mundos e muitas multidões. Os maus não sabem que são maus, e são, portanto, inocentes. O homem mau deve ser perdoado todos os dias.Deve ser amado porque alguma coisa de cada um de nós está no pior homem do mundo e alguma coisa dele esta em cada um de nós. Ele e nós somos ele. Nenhum de nós é separado de qualquer outro. A prece do camponês é minha prece; o crime do assassino é o meu crime.”

    41 curtidas

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    William Saroyan profile picture

    William Saroyan

    William Saroyan foi um escritor e dramaturgo dos Estados Unidos de ascendência armênia. Seu pai, um armênio, era ministro presbiteriano e agricultor; morreu quando Saroyan tinha dois anos de idade. Com a morte do pai, foi obrigado a viver num orfanato juntamente com seus outros três irmãos. Aos doze anos, abandonou a escola e empregou-se como estafeta numa agência telegráfica. De emprego em emprego, chegou ao posto de gerente de uma agência postal postal e telegráfica de São Francisco. Foi aos 16 anos que Saroyan resolveu ser escritor. Na época, graças sobretudo à atuação de algumas revistas, o conto tinha se tornado uma verdadeira mania nos Estados Unidos. Assim, Saroyan decidiu escrever pequenas histórias. No início, tentou imitar o estilo das revistas sensacionalistas, mas seus contos foram rejeitados. Passou então a escrever com espontaneidade, inspirando-se em acontecimentos pessoais, pequenas aventuras vividas no decorrer de sua infância e adolescência. A fórmula deu certo e, em 1934, com a publicação do volume de contos O Ousado Rapaz no Trapézio Volante (The Daring Young Man on the Flying Trapeze) recebeu entusiástica acolhida da crítica. Saroyan continuou a recorrer com frequência ao conto autobiográfico, de que escreveu uma longa série: Inalar e Exalar (Inhale and Exhale, 1936), Criancinhas (Little Children, 1937), Amor, Aqui Está Meu Chapéu (Love, Here Is My Hat, 1938), A Confusão Com Os Tigres (The Trouble With Tigers, 1938), Meu Nome É Aram (My Name Is Aram, 1941), Depois dos Trinta Anos (After Thirty Years, 1962), entre outros. Escreveu também para o teatro, tendo ganho o prêmio Pulitzer em 1939 com a peça O Tempo De Sua Vida (The Time of Your Life). Prêmio que Saroyan recusou, alegando que "a riqueza não tem o direito de patrocinar a arte". A Comédia Humana (The Human Comedy, 1942) é sem dúvida seu romance mais famoso e constitui uma das mais tocantes páginas da moderna ficção norte-americana. A adaptação para o cinema da Comédia Humana rendeu a Saroyan o prêmio da Academia para Melhor História Original. Escrito em plena Segunda Guerra Mundial, o romance apresenta uma sequência de quadros simples, cotidianos, que mostram as experiências humanas de um adolescente, Homero Macauley, estafeta (como o próprio autor) de uma agência postal.

    4 Livros
    7 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos

    William Saroyan