Final do Hugo
A história do Hugo finalmente terminou, mas não terminou satisfatória. Entendi as loucuras da cabeça dele e sei que a autora quis trazer um vilão forjado pela falta de amor. Até seria, se a mãe dele fosse má e Peter e seu pai tivessem sido as únicas pessoas a demonstrar amor por ele, mas ele teve pessoas tentando ajudar, inclusive a Lilly, a quem ele pagou o bem com mal. Mesmo a Melanie, que era insuportável quando namorava o Lucien, mudou depois da chegada do filho e até tentou fazer o Hugo ser um homem melhor, mas ele preferiu navegar pelo ódio e maquinar o mal contra a liga. Esse livro pode ter sido a história do Charles, mas o final o que fica é a história do Hugo. Eu esperava que o final trouxesse uma prisão e não uma morte acidental. Ele deveria ter perdido seu posto junto ao Governo e ter sido levado a Newgate. Lá ele deveria se arrepender e fazer as pazes com sua família. Charles foi um bom garoto, bom filho, bom amigo. Ele se culpou por tentar salvar uma mulher que era a mãe do Hugo e antiga namorada de seu pai. Onde estava Hugo quando o homem a quem ele idolatrava como pai, batia em sua mãe? Isso ficou confuso. O Warley era terrível e Hugo cresceu admirando esse sujeito. Charles teve um exemplo maravilhoso e por mais que tenha cometido erros, era um bom sujeito. Lilly foi tão vítima quanto ele e a história dos dois é como um quebra-cabeça onde ambos se completavam. O romance deles foi diferente de todos os outros, mas foi amor antes deles perceberem. Daniel ter salvado Charles, mostrou que ele não era o monstro que Hugo tentou transformar. Foi interessante ele ter ficado, finalmente, com a Melanie. Mas, não deixou de ser triste o fato da mãe de Hugo não ter reaparecido e nem ter a chance de conhecer os netos. A liga terminou feliz e isso foi o melhor.

