A obra de Júlio Verne em questão, basicamente, mostra como o escritor imaginava o futuro, o desenvolvimento e o rumo da tecnologia da época.
Todavia, por ser algo futurista para seu tempo a história é extremamente descritiva e, muitas vezes tive a impressão de que tio Júlio se esqueceu que narrava a vida de um personagem.
E por falar em personagem, o protagonista também deixou muito a desejar ficou um pouco raso de mais, acredito.
No entanto, preciso mencionar algumas coisas que achei interessante: 1° o pai da ficção científica imaginava o século XX como um tempo sem guerra e, a não ser que eu tenha dormido de mais nas aulas de história, a visão dele era um pouco equivocada, acredito que não por culpa dele, chega a ser irônico pensar que as pessoas se matariam em uma guerra num mundo com tecnologias, desenvolvimento etc. ( me lembrei do Walter Blythe nessa parte). Além disso, pelo que senti ao ler o livro, quando as pessoas se esqueceram da arte deixaram de ser hum... Humanas? Não sei se essa seria a palavra certa, mas com certeza perderam a escencia delas é como se todas fosse robôs eu achei interessante pois, as vezes, esquecemo-nos de como a arte está presente em nossa vida.
Enfim, ainda que não tenha avaliado ele como um dos melhores, sem dúvidas recomendo-o. Isso pois, outras mentes podem ver coisas boas que não notei, ou trazer novos pontos de vista.