A vida do bebê-segunda parte- de 40 para frente -

    José Cláudio Adão

    Biblioteca 24X7
    2010
    54 páginas
    1h 48m
    ISBN-13: 9788578934453
    Português Brasileiro

    Este é um ensaio que pretende ser, sem muito rigor, uma bem humorada crítica da vida daqueles e daquelas que já atingiram a meia idade. Meia idade entendida aqui, por metade mesmo. Nada de ficar olhando no espelho antes de abrir o livro para se comparar com um passado, digamos, com a pele mais lisinha. Segundo diz o senso comum, a vida começa aos 40. E segundo diz o IBGE a expectativa de vida do brasileiro está só aumentado. Portanto, para batermos nos 80, ainda falta caminharmos muito, aprendendo e reaprendendo. Há momentos de pura ironia e há outros mais sérios, tal como o autor conduz também o seu cotidiano. Se for então verdade que a vida após os 40 está apenas começando, eis uma síntese do que nos aguada na fase que se pretende mais madura de nossas vidas.

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    Geyme Lechner Mannes05/06/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A VIDA DO BEBE - UM ENSAIO BEM HUMORADO DA VIDA APÓS OS 40

    Quando comecei a ler o livro do José Cláudio Adão, carinhosamente por mim, conhecido como: Cacá, pensei que ali encontraria escrituras sobre a metamorfose masculina após os 40, mas fui surpreendida quando gradativamente (e acidentalmente), reconheci que ali também estava um pouco de mim (mulher) e minha própria mutação, meus receios, anseios... Dúvidas de todo ser humano que se auto-questiona, ou ainda que não, é forçado, de forma encantadora, a refletir e ponderar através das palavras do autor sobre o inimaginável deleite da vida após os 40. O livro é de um gracejo e sabedoria que só quem sentiu, pensou e ponderou sobre as minúcias da vida, seria capaz de criá-lo. Isso quer dizer, não basta apenas chegar aos 40, ou passar dessa idade para saber o que na “A vida do bebe” está “desenhado”! Quase todos tem chance de chegar lá, mas uns apanhando mais que outros! Tem gente que alcança e ultrapassa essa etapa, cometendo os mesmos erros, as mesmas falhas e fazendo tudo igual, dia após dia, permitindo que a própria vida consuma o tempo sem alcançar a evolução intelectual e a plenitude superior. Não refiro-me a divindades ou estado de perfeição, mas afirmo com letras garrafais, que na obra do Cacá, há um mundo a ser descoberto, e só quem se auto-questionou durante o cotidiano das mais de 350.000 horas vividas, num ângulo distante do “comum”, é capaz de retratar com o respectivo brilhantismo. “Se cada pessoa pudesse se despir de preconceitos, palavras e atos difamatórios e denegridores; se as pessoas considerassem o todo e não o individuo como centro da vida e sua razão maior de existência...; certamente isso aqui; se cada um ou cada uma espalhasse um grãozinho de ternura, desapego, altruísmo, sem abrir mão de suas vicissitudes, claro, mas com firmes propósitos de elevar a alma humana para além do aqui e agora; certamente isso aqui não terá sido ufanismo, mas uma crença e uma religião.” Que fácil atirar a primeira pedra, mais fácil sermos expectadores distantes e metralhar um bombardeio de palavras aquilo ou aquele que nos é diferente, inferiorizar terceiros, sobrepondo-nos num pedestal de diamantes! É com imensa habilidade que solucionamos outros problemas enquanto nos afogamos nos nossos próprios... Quanto tempo dedicamos a depreciar o que não nos é de direito? E quanto tempo necessitamos para frear a língua com julgamentos medíocres? Ah, o tempo... Embora o título seja “A vida do bebe – de 40 para frente”, a obra deve ser indicada a todas idades e sexos, pois remete ao comportamento passado, tem carisma e humor, nos transporta do como éramos, ao, como poderemos ser. É uma leitura deliciosa, rica, envolvente! Imaginei-me como filha, mãe, mulher. Ser humano de verdade, em carne e osso, que nasce, cresce e amadurece. Cresce e aparece! Fui levada pra cá e pra lá, lembrando de gente que não teve essa habilidade juvenil de envelhecer! Confesso que tive que fechar o livro algumas vezes, parar e voltar, pois ademais de conter um retrato bem-humorado do nascimento, ou renascimento aos 40, há também filosofia e reflexões que mereceram um tempo extra para decodificar o que o autor quis dizer, daquilo que me fez pensar (e olha que não foi pouco...) ”Somos como carros muito rodados” Se não cuidamos desse “veículo”, poderemos ter um carro velho antes do tempo para manutenção, e este meus amigos, não podemos trocar! Ser, deixar de ser ou parecer ser! Eis das muitas questões que nos deparamos no livro, reflexões que nos remetem ao passado e nos fazem rir, outras, que nos levam a um tal ponto de equilíbrio que chegamos a dizer em voz alta (antes mesmo dos 40): “Poxa vida, quero ser uma pessoa equilibrada agora”! Por que preciso ser radical, do contra a favor, direita ou esquerda, expressar minha opinião a ferro e a fogo, unhas, tapas e dentes? Cade nosso equilíbrio? Eu o quero agora! Por que já não nascemos com ele? Passagens no livros nos trazem Dejà vu, no estilo: “Putz, também fazia isso!” ou ainda: “Putz, ainda faço isso!”, o que é pior, porém, remediável! Estados de lucidez se alcançam apenas com sabedoria e retrocesso, esse passinho atrás de voltar e rever caminhos, mudar o status quo... Equilíbrio é uma questão fundamental apresentada na obra, mas não adianta espernear, o leitor pode até tentar ser um ser humano precoce, antecipadamente evoluído, mas ainda será necessário esta bagagem de experiencia bem vivida, não sermos essas máquinas do sistema, é preciso pensar e refletir, ou seguir: “repetindo falas, conceitos, atos, gestos..” Gostaria de desmembrar o livro, página por página, mas tenho receio de contar demais.... Fico feliz por ter lido a obra e ter espaço para comentar e dividir o meu deleite! Sucesso sempre! Geyme Lechner Mannes. geyme.blogspot.com (Autora do livro Meninas Bonitas Não São Para Casar

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