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    Otra vez el mar

    Reinaldo Arenas

    Tusquets Editores S.A.
    2019
    0 páginas
    0m
    ISBN-13: 9788490666715
    Espanhol
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    Después de la publicación de El color del verano, Celestino antes del alba y El palacio de las blanquísimas mofetas (Andanzas 357, 395 y 428), le llega el turno a Otra vez el mar, cuarto título de la «pentagonía» de Reinaldo Arenas, esa exaltación de la libertad y el triunfo de la escritura por encima de toda suerte de represión, que presentamos a nuestros lectores siguiendo la revisión hecha por el propio autor sobre el texto publicado en 1982. Dividida en dos partes, Otra vez el mar tiene como protagonista a un joven matrimonio que consigue un permiso para pasar unos días en un lugar de veraneo. La narración transita mediante dos voces. La primera es la de una mujer anónima, temerosa de perder a su marido, Héctor, frustrada por la carga de la maternidad e incapaz de soportar la sociedad cubana bajo el sistema comunista. Sus pensamientos, entrelazados con lo cotidiano, revelan su tormento y el doloroso amor que siente por su marido, de quien sospecha que le es infiel, sobre todo cuando un hermoso y taciturno adolescente se instala con su locuaz madre en el apartamento contiguo. En la segunda parte es la voz de Héctor, poeta y revolucionario desencantado, la que de una forma alegórica nos habla de la vida cubana y de sí mismo. Arenas expresa así las frustraciones y la añoranza de la libertad de esos dos seres y, página a página, ilumina al lector en el laberinto de insatisfacciones y anhelos de la pareja.

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    Reinaldo Arenas

    Reinaldo Arenas foi um escritor cubano de poesia, novelas e teatro. Era assumidamente homossexual e passou grande parte da sua vida combatendo o regime comunista e a política de Fidel Castro. Em 1963, Arenas mudou-se para Havana, para se matricular na Escola de Planificação e, depois, na Faculdade de Letras da Universidade de Havana, onde estudou filosofia e literatura, sem completar o curso. No ano seguinte começou a trabalhar na Biblioteca Nacional José Martí. Apesar de ter apoiado a revolução cubana nos seus primeiros anos, devido à extrema miséria em que vivia com a sua família nos anos de Fulgêncio Batista, acabou por ser vítima de censura e de repressão, tendo sido várias vezes perseguido, preso e torturado e forçado a abandonar mesmo diversos trabalhos (como conta na obra autobiográfica Antes que anoiteça), mostrando que o governo de Fidel Castro não havia trazido mais democracia à ilha. Durante a década de 1970, tentou, por vário meios, abandonar a ilha, mas não obteve sucesso. Mais tarde, devido a uma autorização de saída de todos os homossexuais e de outras persona non grata e depois de ter mudado de nome, Arenas pôde deixar o país e passou a se estabelecer em New York, onde diagnosticaram o virus da Sida/Aids. Nessa época, escreveu "Antes que anoiteça" (no original "Antes que anochezca"). Em 1990, terminada a obra, Arenas suicidou-se com uma dose excessiva de álcool e droga. Dez anos mais tarde, em 2000, estreou a versão cinematográfica da sua autobiografia, tendo Javier Bardem no papel do escritor.

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    Oriente, Cuba

    Reinaldo Arenas