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    O "Martín Fierro" (L&PM Pocket #439) -

    Jorge Luis Borges

    L&PM
    2007
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-10: 8525414336
    Português Brasileiro
    3.6
    34 avaliações
    Leram87Lendo0Querem61Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados61Avaliaram34

    Martín Fierro, célebre poema de José Hernandez, é considerado quase unanimemente como um dos expoentes da literatura argentina. Poema épico com sotaque popular, retrata a vida dos gauchos, os homens-heróis habitantes do interior argentino. Justo para alguns, malfeitor para outros, objeto das mais importantes definições e dos mais contraditórios juízos, Martín Fierro, nascido como um gaúcho qualquer, "está na entonação e na respiração dos versos; na inocência que rememora pobres e perdidas felicidades, e na coragem que não ignora que o homem nasceu para sofrer". Qualificado como livro sagrado por alguns críticos, com o mesmo significado para os argentinos que a Ilíada para os gregos e a Chanson de Roland para os franceses, Martín Fierro é o canto de um povo e uma homenagem aos homens bravios do mítico pampa argentino. Neste livro, publicado originalmente em 1953, Jorge Luis Borges, em colaboração com Margarita Guerrero, analisa Martín Fierro e ilumina a compreensão, o significado e o alcance da epopéia. Em cinco partes, os autores analisam a tradição literária – a poesia gauchesca – na qual se insere o poema de Hernandez, a importância do próprio autor no âmbito da literatura Argentina, recuperam a recepção crítica da obra e atualizam a avaliação sobre Martín Fierro. Temos aqui Borges em uma das suas melhores formas: como comentador de literatura.

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    Victor H Azevedo picture
    Victor H Azevedo05/01/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Pequeno ensaio da Margarita Guerrero e do J. L. Borges, tratando do clássico argentino, Martín Fierro. É um misto de leitura comentada e resumida da obra, que já foi traduzida uma pá de vezes para português, mas que sempre fica enclausurada em algum projeto de distribuição mambembe — seja por ter sido editada por uma editora de livros em assinatura, ou por ter sido editada singularmente por uma editora que só vende seus livros via website suspeito. De todo modo, fica a vontade de ler essa epopéia torpe e gauchesca em algum momento futuro, por mais que através do ensaio se conheça todos os pontos importantes da narrativa.

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    3.6 / 34
    • 5 estrelas24%
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    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas3%
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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo

    Mais conhecido como Jorge Luis Borges, foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino. Em 1914 sua família se mudou para Suíça, onde ele estudou e viajou para a Espanha. Em seu retorno à Argentina em 1921, Borges começou a publicar seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio international de editores, o Prêmio Formentor. Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas. Morreu em Genebra, na Suíça, em 1986. Sua obra abrange o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio. Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "boom latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: "Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".

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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo