Porquê a Guerra? - Reflexões sobre o Destino do Mundo

    Sigmund Freud, Albert Einstein

    Edições 70
    2001
    91 páginas
    3h 2m
    ISBN-10: 9724409457
    Português Brasileiro

    Albert Einstein, já na época um mito junta da comunidade científica e do público, foi incubido em 1932 pela Sociedade das Nações de eleger um interlocutor que, por via epistolar, se manifestasse sobre a questão de ser ou não ser possível antever a evolução do homem até à superação da sua agressividade destrutiva; ou, conceptualizando: existe a possibilidade de eliminar a guerra para sempre do destino da espécie? A escolha de Einstein recaiu em Freud. O mundo, em sobressalto, pressentia o advento de outra guerra, nova hecatombe que destruiria parte dele; e é neste ambiente de angústia difusa que a resposta de Freud a Einstein adquire valor de um testemunho de grandeza ímpar: entre o reconhecimento da inevitabilidade da guerra no estádio evolutivo actual do homem, e a admissão da possibilidade de a eliminar para sempre dos costumes, não poderá a categoria amigo-inimigo ser para sempre removida, como aconteceu, por exemplo, com a prática da relação incestuosa? É a correspondência trocada entre Einstein e Freud que se divulga neste livro, além de dois textos de Freud, Considerações Actuais sobre Guerra e a Morte e Caducidade, tratando ambos da guerra, da violência - e da libertação do homem dos avatares da sua caminhada sobre a terra.

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    Henrique Machado picture
    Henrique Machado10/06/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Breve reflexão sobre a pulsão de morte.

    "Por que nos indignamos de tal forma com a guerra, o senhor, eu e tantos outros; por que não a aceitamos simplesmente, como mais uma das penosas desgraças da vida? Afinal, ela parece algo próprio da natureza, biologicamente fundamentado, dificilmente evitável na prática. Não se surpreenda com minha pergunta. Para os fins de uma investigação como esta, talvez seja permitido usar uma máscara de distanciamento que na realidade não se possui. A resposta seria: porque todo homem tem direito a sua própria vida, porque a guerra aniquila vidas humanas plenas de esperança, coloca o indivíduo em situações aviltantes, obriga-o a matar outros, algo que ele não quer, destrói preciosos bens materiais, resultantes do trabalho humano, e outras coisas mais." Trecho da resposta de Freud a Einstein. São correspondências trocadas por ambos sobre o tema da guerra e da violência. Leitura rápida e fácil. Freud fala bastante sobre a pulsão de morte.

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