Pensando como Bill Gates -

    Daniel Smith

    Culturama
    2022
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9786555246094
    Português Brasileiro

    Maior empreendedor de sua geração, Bill Gates ajudou a lançar a era moderna da computação pessoal, mudando para sempre nossa forma de trabalhar e se informar. Gates fundou a Microsoft em 1975. Na época do lançamento da primeira versão do sistema operacional Windows, em 1985, ele já tinha transformado sua empresa em uma das mais bem-sucedidas do planeta. Reunindo a filosofia e as habilidades, aprimoradas ao longo dos anos, do mais renomado gênio da tecnologia da informação, este livro inspirador convida você a explorar a maneira diferenciada com que Gates aborda a computação e os negócios. Voltando ao passado na intenção de traçar as ideias e as influências que contribuíram para moldá-lo, esta obra revela como você pode aplicar os métodos de um grande empresário a todas as áreas de sua vida. Você também pode aprender a pensar como o homem apontado pela revista Time como um dos mais influentes do século XX.

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    Daniel Caribé21/04/2025Resenhou um livro
    0.5 (Muito ruim)

    Deus fica triste com tantos livros sobre bilionários.

    CRÍTICA LITERÁRIA: “Pensando Como Bill Gates” — UMA INDIGNAÇÃO NECESSÁRIA Com todo respeito (nenhum), “Pensando Como Bill Gates” é um livro que deveria vir com um aviso de saúde mental: “cuidado, contém doses tóxicas de bajulação corporativa e lavagem moral bilionária”. O que se vende como um guia para pensar como um dos “maiores gênios” do nosso tempo, na verdade, é uma ode a um playboy que construiu seu império com a esperteza de um atravessador de feira e a ética de um banqueiro colonialista. Primeiro: vamos desmontar esse mito do “gênio da computação”. Bill Gates não é um inventor, não é um programador genial, não é um visionário iluminado. Ele é, no máximo, um sujeito ligeiro, que estava no lugar certo na hora certa — e com pais ricos o suficiente para bancar seus primeiros golpes. Sua verdadeira “inovação” foi roubar ideias alheias, transformar códigos compartilhados em propriedade privada, e patentear tudo com a voracidade de um caçador em terra de ninguém. O famoso sistema operacional que o lançou à fama? Comprado de outro programador e revendido à IBM com a cara lavada e um contrato esperto. Visionário? Só se for da pilantragem digital. E ainda querem nos fazer engolir o “filantropo benevolente”. A fundação Bill & Melinda Gates é, na prática, uma estrutura ultracomplexa de evasão fiscal institucionalizada. Não é caridade, é investimento isento de imposto. Injetam bilhões em programas “humanitários” que, convenientemente, envolvem empresas nas quais eles mesmos investem, produtos que eles mesmos patenteiam, e soluções que geram... mais lucro. A cereja do cinismo? Patentear remédios e tecnologias essenciais, principalmente em áreas sensíveis como saúde pública, e depois posar de salvador do Terceiro Mundo enquanto impedem a produção genérica. Isso não é filantropia. É imperialismo sanitário. E o discurso do livre mercado? HA! Bill Gates é o exemplo mais escancarado de hipocrisia corporativa. Sempre pregou a competição e o empreendedorismo, mas processava e esmagava qualquer concorrente com táticas monopolistas. Comprava pequenas empresas só para desintegrá-las. Impondo contratos predatórios e sufocando qualquer possibilidade de diversidade tecnológica. O sujeito transformou o mundo digital em um feudo, e ainda tem a cara de pau de falar em “capitalismo criativo” — como se houvesse algo de criativo em matar o concorrente antes mesmo que ele tenha um protótipo funcional. Essa ideia patética de “capitalismo criativo” é só mais um nome bonitinho para o velho truque: acumular riqueza às custas da exploração alheia, enquanto vende a ilusão de que o sistema pode ser justo se for “inovador”. É a falácia do bilionário iluminado, a mesma ladainha repetida em TED Talks, com gráficos coloridos e promessas vazias de um futuro melhor — desde que controlado por meia dúzia de tecnocratas ricos e seus algoritmos autoritários. No fim, Pensando Como Bill Gates não é um manual de genialidade. É um panfleto de autoengano. Um espelho do mundo corporativo que romantiza o poder enquanto suga até a última gota de autonomia social. Ler isso como inspiração é como aprender ética com um banqueiro: uma piada de extremo mau gosto. Essa obra deveria ser lida com luvas — para não sujar a mão com tanto cinismo encadernado.

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