"Tá, vamos ver o que vem por aí."
"Tudo que Nunca Dissemos" é um livro que, infelizmente, não funcionou para mim. Apesar de possuir uma escrita boa, com um ritmo rápido e envolvente, o enredo deixou muito a desejar tanto no aspecto do romance quanto no suspense. A história segue Ella, uma jovem que não consegue parar de se culpar pelo acidente que matou sua melhor amiga, Hayley. Meses após a tragédia, Ella tenta seguir em frente e voltar à escola, mas a presença constante de Sawyer, namorado de Hayley, torna essa tarefa quase impossível. À medida que o luto os aproxima, Ella se vê apaixonada por Sawyer, o que a deixa ainda mais confusa e atormentada. Ela busca refúgio no diário de Hayley, apenas para descobrir que Sawyer esconde segredos e que o relacionamento deles não era tão perfeito quanto parecia. No quesito romance, a dinâmica entre Ella e Sawyer foi problemática desde o início. A maneira como o romance se desenvolve, especialmente considerando o relacionamento de Sawyer com Hayley, fez com que eu não conseguisse gostar do casal. A química entre os personagens pareceu forçada e pouco convincente. Mesmo após as explicações fornecidas ao longo da trama, minha opinião permaneceu inalterada. Não consegui sentir qualquer conexão genuína entre eles. A transição da Ella de melhor amiga em luto para alguém apaixonada pelo namorado da amiga morta parecia insensível e mal construída. O suspense, que era o aspecto que mais me atraiu inicialmente, acabou sendo uma grande decepção. Entrei na leitura com altas expectativas, mas o livro não apresentou um único plot twist que eu não tenha previsto. As revelações foram óbvias e sem nenhuma verossimilhança, o que tirou qualquer elemento de surpresa ou tensão. Cada pista deixada pela autora era tão evidente que parecia impossível que o desenrolar dos acontecimentos fosse tão simples, mas infelizmente foi. Outro ponto que afetou negativamente minha experiência foi a protagonista, Ella. Eu não senti nenhuma empatia por ela e simplesmente não me importava com o que acontecia em sua vida. Curiosamente, gostei mais dos personagens secundários, como os amigos e familiares de Ella, do que da protagonista, o que é um problema significativo quando se trata de se envolver emocionalmente com a história.



