Casa Grande & Senzala -

    Gilberto Freyre

    Record
    2000
    569 páginas
    18h 58m
    ISBN-9: 850156642
    Português Brasileiro

    "Essa nova edição de Casa-grande & Senzala, de Gilberto Freyre, permite que o leitor retome contato com um texto que, desde 1933, quando foi originalmente publicado, vem sendo considerado um clássico do pensamento social brasileiro. Objeto de um reconhecimento praticamente imediato, o livro foi saudado à época, entre outras razões, porque oferecia uma interpretação totalmente inovadora do nosso passado colonial: descartando uma explicação baseada na noção de hierarquia racial e sustituindo-a pelo privilégio da idéia de cultura, ele ganhou condições de redefinir a própria identidade da sociedade brasileira, valorizando em pé de igualdade as contribuições indígenas, africanas e européias à sua formação e, por esse mesmo caminho, dotando-a de uma dignidade até então insuspeitada. Escrito de maneira extremamente coloquial, fiel ao elogio modernista da linguagem oral, Casa-grande & Senzala também se destacava por lidar com assuntos, como a paixão sexual, a alimentação e as relações domésticas, que não frequentavam de maneira mais habitual as ciências sociais daquele período. (...)" Fonte: orelha do livro.

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    Clio11/09/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Você já deve ter ouvido falar desse livro. Se não, saiba que Gilberto Freyre foi um dos expoentes do estudo sobre o período escravista e que hoje é alegremente criticado por alguns posicionamentos e pelo infame "mito das três raças". Como o intuito dessa obra não foi uma explanação teórica, Freyre se esmera em uma descrição pontual das relações escravistas do período proposto. Há, obviamente, partes extensas entre a relação escravo-servidão-sexualidade, contudo de forma acadêmica o que pode ter confundido os tarados de plantão. Outras obras mais atuais são usadas atualmente justamente para evitar o sempre polêmico ponto do julgamento do passado - mesmo o conjuntural do historiador - pelo ponto de vista do presente. A não ser que você seja um estudante de História, nesse caso, a leitura e a discussão sobre anacronismos e neutralidade científica são obrigação. Recomendo.

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