Louvor,comércio ou ministério? -

    Cleide Dorta Benjamim

    SpeedGraf
    1997
    38 páginas
    1h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    "Está a metodologia do mundo ditando as normas de nossa ordem de culto?" "A época do descartável dita ao artista as linhas do produto que quer consumir. O produto tem que ser: pequeno, repetitivo, óbvio,vocabulário pobre, poesia inferior, melodia curta com poucas curvas, gênero silábico, dinâmica estridente." "O artista busca chamar a atenção para poder vender.Ele passa a ser o centro de sua música."

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    Caroline dos Santos Lopes15/06/2010Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Fichamento dos 3 cap. do livro

    Capítulo 1 – Considerações Históricas Objetivo Principal da Autora: Analisar resumidademente a evolução dos ideais humanos desde o início das civilizações até as Reforma Protestante. Comentários: A Grécia antiga desempenhou um papel muito importante na antiguidade, constituindo uma civilização cuja influência foi profunda na formação da cultura ocidental. Foi lá que se desenvolveram a literatura, a pintura, a arquitetura, a matemática, a filosofia. Mais tarde, dominada por Roma, fundiram-se os ideais do povo grego com o povo romano. Seguindo a evolução de pensamentos, a Idade Média é simplificada à condição de mero oposto dos valores que dominaram a civilização greco-romana. Foi um período em que houve uma grande perseguição aos primeiros cristãos e mais tarde se iniciou o fortalecimento da Igreja Católica, impondo a religião e à adesão de fiéis do que do próprio entendimento de Jesus Cristo. Logo após veio o Renascimento, um movimento onde a razão, de acordo com o pensamento da renascença, era uma manifestação do espírito humano que colocava o indivíduo mais próximo de Deus. Ao exercer sua capacidade de questionar o mundo, o homem simplesmente dava vazão a um dom concedido por Deus. Essa valorização das ações humanas abriu caminhos para o desenvolvimento comercial da burguesia que floresceu desde a Idade Média. Por último a Reforma Protestante foi um movimento de caráter religioso que marcou a passagem do mundo medieval para o moderno. Entre um dos fatores de grande relevância que assinalaram esse período de transformações podemos destacar o novo contexto econômico do período. Além dos comerciantes, a própria crise econômica feudal também instigou a população a questionar os dogmas impostos pela Igreja. Os clérigos estavam muito mais próximos das questões materiais envolvendo o poder político e a posse de terras, do que preocupados com as mazelas sofridas pela população camponesa. Capítulo 2 – Considerações Estéticas Objetivo Principal da Autora: Mostrar o quanto a “cultura de massa” interfere nos pensamentos de uma população capitalista e comercial. Comentários:Antes, nos períodos citados no capítulo 1, os músicos tinham seus mecenas, patronos e posteriormente conquistaram empregos. Porém hoje o comércio musical vai muito além disso, é a população que patrocina o lucro e a fama do músico. Quanto mais o artista chama atenção (atendendo o gosto de uma maioria, ou “cultura de massa”) mais êxito comercial terá. Ao passar dos séculos o homem começou a “dominar o abstrato”, assim soube influenciar e ser influenciado através dos ideais que se transformavam. A música não é trabalhada sozinha, sempre há algo extra-musical utilizado nela. “Há uma tremenda diferença entre a verdadeira arte e o produto comercializado” (p.23) Não há mais uma valorização da arte diferente e sim do produto que satisfaz uma maioria. Paul Hindemith diz que dessa forma o ser humano perde a capacidade de raciocínio abstrato musical, pois os “produtos musicais” atuais não fazem o ouvinte pensar e sim apenas ouvir. Capítulo 3 – O Evangelho Versus a Música Atual Objetivo Principal do Autor: Analisar como está sendo tratada a música na igreja, será que os músicos estão adorando ou vendendo sua música no púlpito? Comentários: “O transitório não é característica do Evangelho. A arte descartável não encontra responso no relacionamento com Deus. Há de haver compromisso, responsabilidade, permanência.” (p.28) Ou seja, a música na igreja não deve ser tratada como é feito no comércio musical, o homem deve fazer esse sacrifico de abdicar do material para louvar a Deus. Como diz na Bíblia, devemos estar no mundo, mas não necessariamente fazer o que a maioria faz, pois somos poucos mas devemos influenciar a muitos com os nossos atos. Nada utilizado na igreja deve ser mais importante do que a mensagem do evangelho. Busca-se muito mais o entretenimento e a diversão da música do que as novidades, as técnicas e os pensamentos que podem ser demonstrados através dela. O que Cleide Dora exprime em seu livro é que os músicos (levitas) estão se tornando muito mais “estrelas vendidas” do que adoradores de Deus e pregadores da Sua palavra.

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