O Despertar Do Caos (Sucessores do Fim #Prequela) -

    Vladimir De Souza

    Amazon.com.br
    2025
    93 páginas
    3h 6m
    ISBN-10: B0F7ZXZNSB
    Português Brasileiro

    O tempo não grita... ele sussurra... Algo jaz entre os ecos das eras - um vulto inominável, que à existência se apega de forma inexorável. Um sussurro arrastado pelas areias do tempo, uma cicatriz viva rasgando o véu da eternidade como uma lâmina cega. Em Pelúsio, onde os deuses foram sepultados pelo fardo da própria adoração, o deserto abriu seus olhos cegos para ouvir: lamento de homens... risos cruéis dos esquecidos... o estertor de ideias sacrificadas no altar da ambição. O sangue verteu denso e silencioso, não apenas dos corpos, mas das convicções. Fé... Tradição... Destino... Reduzidos a pó, como estátuas desfeitas sob o açoite da tempestade. E entre as pedras quebradas, uma única verdade sussurrou: Não há trono que dure quando se ergue sobre a carcaça de deuses exaustos de adoração. As muralhas tombaram. Os altares se desfizeram de cinzas. O eco da queda percorreu as areias, carregado pelo vento como uma prece esquecida. Porque, nas sombras, mãos invisíveis teceram o destino - não com espadas, mas com sussurros envenenados. Palavras, como mirra em uma mortalha: suaves ao toque, traiçoeiras na essência, belas apenas enquanto ardem. E entre ruínas e ecos, caminhava Ankhara: não um soldado, não um deus, nem o Hórus vivo... apenas uma testemunha. Testemunha de um mundo que ajudou a moldar com mãos de arquiteto e olhos de poeta. E agora, o peso da memória pesava mais que o pó dos séculos. Cada passo seu soava como o último acorde de um réquiem, composto por mãos invisíveis. Ele caminhava - não por glória, não por vingança - mas por memória. Porque há derrotas que não acontecem no campo de batalha... Vitórias ocultas nas cinzas das derrotas... Almas que não se vergam, mesmo quando tudo ao redor desmorona... E há homens que vivem não para vencer mas para se recusar a esquecer. Quando os deuses se calam, resta apenas o suspiro dos que ousam lembrar.

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    André 11/06/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Tem personagens geniais, marcantes e até memoráveis… mas falta profundidade

    Recentemente o autor Vladimir de Souza fez uma live especial contando os bastidores da saga. E aí, do nada, ele solta: “A produção deste livro foi corrida, a equipe ficou sobrecarregada, e a obra ficou no freezer por quase 1 ano”. Aí tudo fez sentido. Lá pela metade do livro, eu já tava pensando: “Ué? Cadê o tempero disso aqui?”. Na hora, descartei esse volume da linha principal de Sucessores do Fim. Tô lendo o primeiro livro da série e, sinceramente, fiquei de cara com a profundidade da história. Já esse aqui… se for mesmo um spin-off feito na correria (como o próprio autor disse), então beleza. O protagonista Ankhara continua sendo um personagem fascinante: complexo, dividido entre culturas e com motivações fortes. Sua tentativa de reconstruir o passado por meio da arquitetura egípcia é um ponto conceitualmente rico. Já o Fanes, por outro lado, representa a figura que deseja preservar uma dinastia a qualquer custo, com ideias bem articuladas, mas que pecam na execução. A esposa e o filho de Ankhara cumprem um papel mais simbólico do que efetivo — servem como âncoras emocionais, mas têm pouco espaço real na narrativa. Agora, o que me deixou realmente chateado foi o faraó. Eu adoro figuras de poder egípcias, aquela aura mística e divina, sabe? Mas nesse livro… o cara parece um tiozão do Facebook. Fala umas frases tipo: “Você tá sofrendo bullying virtual? Então desliga o celular e vai tomar um sol” 😀👍🏼 Se tivessem dado um tapa melhor nas figuras históricas — deixado elas com aquela vibe onipotente, meio "deuses entre homens" — o livro teria sido 10 vezes mais épico. Mesmo sendo curto. Mas tudo bem, porque o Ankhara segura a onda (com ajuda dos coadjuvantes que brilham quando precisam). O Fanes é complexo, a Arezou é firme, e até os reis do Vale do Indo aparecem com dignidade e salvam a história nos momentos certos. Resumo: é um livro que tropeça, mas levanta fazendo pose. Vale pela experiência. Mas não recomendo para quem quer começar a ler a série Sucessores do Fim, senão a impressão ruim fica.

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    4.8 / 9
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