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    A filosofia de Andy Warhol - De A a B e de volta a A

    Andy Warhol

    Cobogó
    1975
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788560965045
    Português Brasileiro
    4.1
    63 avaliações
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    Em A Filosofia de Andy Warhol, o autor fala sobre beleza, amor, sexo, fama, trabalho, dinheiro, sua infância na Pensilvânia e suas relações na Nova York dos anos 1960 e 1970. Sempre na perspectiva desinteressada deste que foi um dos maiores artistas do século 20.

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    Lindevania Martins picture
    Lindevania Martins11/02/2019Resenhou um livro
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    Andy Warhol: polêmico, louco e irreverente

    Deveria estar estudando para minha prova de francês, mas estou lendo. Trata-se de A Filosofia de Andy Warhol[1], livro do próprio Andy, escrito com a ajuda de sua secretária Pat Hackett, da amiga Brigid Polk e do jornalista Bob Colacello. E de um gravador – com o qual Warhol se declarava casado. Artista multimídia norte-americano, Warhol é famoso sobretudo por seu trabalho nas artes plásticas, conhecido como o “reinventor da pop art”. Utilizando técnicas de serigrafia, colagem e uso de materiais descartáveis, bem como tomando emprestados da publicidade motivos e conceitos, produziu, entre outros, trabalhos usando as latas de sopa Campbell, garrafas de Coca-cola e imagens de artistas populares como Marylin Monroe e Elvis Presley; políticos como Che Guevara e Mao; herdeiras como Jackie Onassis, etc. Embora menos conhecido como cineasta, Warhol produziu uma cinegrafia vasta, bastante pessoal e experimental: filmes undergrounds e conceituais, usando planos fixos nos quais nada acontece. Por óbvio, não foram nenhum sucesso de público e não renderam dinheiro, tendo sido financiados pelo seu trabalho nas artes plásticas. Em 2005, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) exibiram mostras de seus filmes, entre os quais, Sleep, Empire e Blow Job[2]. Warhol foi também empresário e atuou como produtor do grupo The Velvet Underground, origem do famoso Lou Reed. Criou a revista Interview. Protegeu Jean Michel Basquiat. É dele a famosa previsão de que no futuro todos seriam famosos por 15 minutos, tendo se corrigido: “Cansei de dizer que todos, no futuro, serão famosos por 15 minutos. Agora, meu novo aforismo é: em 15 minutos, todos serão famosos.” O mito Andy Warhol pode ser conferido em filmes que relatam episódios reais da vida do artista, embora não o tenham como protagonista. Lançando nos Estados Unidos em 2006 e dirigido por George Hicklooper, The Factory Girl tem como personagem central a modelo Eddie Sedgwick (interpretada por Sienna Miller), que foi musa de Andy e conviveu com o mesmo na famosa Factory – estúdio permanente de Andy em Nova Iorque, tendo atuado também em seus filmes. Muitos apontam ter havido um triângulo amoroso pouco convencional entre Sedgwick com Warhol e Bob Dylan. Aliás, Dylan tentou impedir o lançamento do filme[3] e Lou Reed, ao ler o roteiro, disse que este era uma das coisas mais nojentas que já vira[4]. Dirigido por Mary Harron, I Shot Andy Warhol foi lançado no Canadá em 1996. Sua protagonista é Valerie Solanas, freqüentadora da Factory e feminista radical, autora do livro que se chamou no Brasil “Scum Manifest: uma proposta para destruição do sexo masculino”[5], mas cuja tradução literal seria “Scum Manifest: Sociedade para castrar homens”. No ano de 1968, enfurecida por não ter tido o apoio para seus projetos, Valerie atirou três vezes contra Andy. Que não morreu. Warhol veio a falecer em 1987, após uma operação da vesícula biliar, aos 59 anos de idade. Causa mortis: “arritmia cardíaca”. O mesmo já havia dito sobre a morte: “Eu não acredito nela, porque você não está mais aqui para saber o que aconteceu. Não posso dizer nada a respeito porque não estou preparado para isso”. Dizem por aí que artista morto vale mais. Então, retratos que eram encomendados a Warhol e que o mesmo executava por cerca de R$ 25 mil dólares, hoje valem muito, muito mais. No mês passado, um ladrão invadiu a casa do milionário americano Richard Weisman, em Los Angeles, e roubou onze telas de Andy Warhol produzidas entre 1977 e 1979, avaliadas em milhões de dólares[6]. Um retrato de Michael Jackson, pintado em 1984, foi leiloada em agosto por um valor não divulgado, mas que especialistas em arte avaliam que tenha sido mais de dez milhões de dólares[7]. Registre-se que em novembro de 2006, o retrato de Mao havia alcançado a marca dos 17,376 milhões de dólares e que em 2007, Warhol bateu um recorde: sua obra “Green Car Crash” foi vendida por 71,7 milhões de dólares, o maior valor já pago até então por uma obra de arte contemporânea[8]. Publicado originalmente na década de 70 nos Estado Unidos, A Filosofia de Andy Warhol confirmou a personalidade polêmica, louca e irreverente do artista. Quer conferir? “ Para mim é confuso saber a que pertence a imprensa. Sempre acreditei que, se seu nome está na imprensa, então a imprensa devia pagar você. Porque é a sua notícia que eles pegam e vendem como produto deles. Mas aí eles sempre dizem que estão ajudando você, e isso é verdade também, mas mesmo assim, se as pessoas não derem notícias à imprensa e se todo mundo guardar as notícias para si mesmo a imprensa não terá notícias. Então, acho que um devia pagar o outro. Mas ainda na entendi tudo isso direito”. “ Comprar é muito mais americano que pensar e eu sou absolutamente americano. Na Europa e no Oriente, as pessoas gostam de comerciar – comprar e vender, vender e comprar; são basicamente mercadoras. Americanos não estão interessados em vender – na verdade, eles preferem jogar fora a vender. O que eles realmente pensam é em comprar – pessoas, dinheiro, países”. “Acho que tenho uma interpretação muito solta de trabalho porque penso que apenas estar vivo já é tanto trabalho em alguma coisa que você nem sempre quer fazer. Nascer é como ser seqüestrado. E depois vendido como escravo”. “ Depois que você paga a alguém que devia, você nunca mais encontra a pessoa. Mas, antes disso, elas estão em toda parte”. “Eu gosto da idéia de que as pessoas em Nova Iorque têm que esperar na fila para o cinema. A gente passa por tanto cinemas com filas compridas, compridas; mas ninguém parece infeliz. Hoje em dia custa tanto dinheiro apenas viver que, se você está saindo com alguém, pode passar todo o tempo do encontro na fila; desse jeito economiza dinheiro porque não tem que pensar em outras coisas enquanto está esperando e fica conhecendo a pessoa com quem você está (…)”. Referências: [1] WARHOL, Andy. A Filosofia de Andy Warhol: de A a B e de volta a A. Rio de Janeiro: Cobogó, 2008. [2] Disponível na internet: http://goo.gl/80MP5P [3] Disponível na internet: http://goo.gl/0mqEq3 [4] Disponível na internet: http://www.omelete.com.br/cine/16292.aspx [5] SOLANAS, Valerie. Scum Manifest: uma proposta para destruição do sexo masculino. São Paulo: Conrad: 2000. [6] http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1360675&seccao=Artes%20Pl%E1sticas [7] http://br.noticias.yahoo.com/s/19082009/40/entretenimento-vendido-n-york-retrato-michael.html [8] http://www.cabecadecuia.com/noticias/4684/andy-warhol-atinge-us-71-milhoes-em-leilao-de-arte.html (Lindevania Martins para o blog Catálogo de Indisciplinas, publicado em 06.10.2009)

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    Andrew Warhola Jr. profile picture

    Andrew Warhola Jr.

    Andy Warhol foi um pintor e cineasta norte-americano, bem como uma figura maior do movimento de Pop Art.

    16 Livros
    0 Seguidor
    Pennsylvania, Estados Unidos

    Andrew Warhola Jr.