Quando tomamos conhecimento da sua existência (ainda que ficcional), Alberta e Nadan estão na fase primordial do amor, no tempo em que os jovens se beijavam por causas como a da guerra do Vietname, do "façam amor e não guerra". Ignorantes de que a mais subtil de todas as "guerras-frias" é a que ao longo de eras tem oposto homens e mulheres na base da irredutível diversidade da percepção feminina e da masculina. Alberta e Nadan amam-se demasiado, talvez tanto que, simplesmante, não se suportam na ponderabilidade das coisas quotidianas. Esta divertida, desconcertante e, ao mesmo tempo, nostálgica história passa-se em três tempos narrativos, como se fossem histórias distintas, como distintas são as vozes mais ou menos distanciadas daquilo que narram. Lúcido, de um humor sinuoso, de uma capacidade expressiva cruel e comovedora, sem concessões para com a luta de poder que se instala em todas as relações, «O Convidado de Alberta» é acima de tudo uma sátira, irremediavelmente subversiva, sem deixar de ser humanamente solidária. O que fazer com este amor "para toda a vida" senão vivê-lo até às últimas consequências?
O Convidado de Alberta -
Birgit Vanderbeke
Presença
2001
95 páginas
3h 10m
ISBN-10: 972232697X
Português Brasileiro
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