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    Sonetos de Camões -

    Luís de Camões

    Núcleo
    1991
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.6
    27 avaliações
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    As belíssimas composições líricas de Camões estão representadas nesta obra através de uma série de sonetos comentados. O poeta soube casar seus sentimentos pessoais, sua sensibilidade e sua maneira peculiar de contemplar o mundo com a concepção de arte do século XVI. Como resultado deixou-nos um dos maiores patrimônios literários da Língua Portuguesa.

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    Jonas Reis Corrêa picture
    Jonas Reis Corrêa08/02/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Sonetos de Camões

    Camões foi um poeta de atuação em múltiplas frentes: escreveu peças de teatro, a monumental obra épica Os Lusíadas e mais de duas centenas de sonetos que, embora não lhe tenham trazido a merecida fama em vida, foram suficientes para torná-lo inesquecível muito além dela. O soneto é uma forma poética fixa, isto é, com regras definidas e que devem necessariamente ser seguidas por seus praticantes. Surgido na Itália, o modelo mais consagrado possui catorze versos, distribuídos em duas estrofes de quatro versos (quadras) seguidas de duas de três versos (tercetos). Era a forma praticada pelo italiano Francesco Petrarca (1304-1374), a grande inspiração de Camões, tanto pelo conteúdo lírico (elogio da amada e amor após a morte) quanto pela forma (duas quadras e dois tercetos). No soneto clássico, os versos eram decassílabos, a grande novidade formal do Classicismo renascentista (ou Quinhentismo). O eu lírico camoniano consegue ser, ao mesmo tempo, intimista (o suficiente para relatar ou referir um conjunto de experiências amorosas particulares) e universal (ao conferir a essas experiências um caráter de reflexão de valor mais amplo). LEMBRETE As principais características da poesia camoniana se ligam ao conjunto retórico que definia a arte clássica renascentista: equilíbrio, obediência a regras, racionalismo e universalismo. A base filosófica de sua poesia é o neoplatonismo, uma retomada das ideias de Platão (428-348 a.C.). O filósofo grego concebia dois planos distintos da experiência humana: o mundo sensível e o mundo inteligível (ou ideal), atingido após um processo de ascensão espiritual. O primeiro representaria uma prisão do homem à matéria, enquanto o segundo seria o mundo da perfeição. Assim, para Platão, a experiência sentimental ideal seria a do amor espiritualizado ? o amor platônico. Em Camões, a temática do amor espiritual convive com a do amor carnal. Essa coexistência, por vezes tensa, permite perceber o que há de barroco na poesia camoniana. Mas os conflitos encontram sua resolução nos limites da razão clássica.

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    Luís Vaz de Camões profile picture

    Luís Vaz de Camões

    Luís Vaz de Camões (Lisboa[?], c. 1524 — Lisboa, 10 de junho de 1580) foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente. Pouco se sabe com certeza sobre sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de família da pequena nobreza. Sobre sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas sua passagem pela escola não é documentada. Frequentou a corte de Dom João III, iniciou sua carreira como poeta lírico e se envolveu, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boêmia e turbulenta. Diz-se que por conta de um amor frustrado se autoexilou na África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião por seus serviços prestados à Coroa, mas em seus anos finais enfrentou dificuldades para se manter. Logo após a sua morte a sua obra lírica foi reunida na coletânea Rimas, tendo deixado também três obras de teatro cômico. Enquanto viveu queixou-se várias vezes de alegadas injustiças que sofrera, e da escassa atenção que sua obra recebia, mas pouco depois de falecer sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países. Camões foi um renovador da língua portuguesa e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos mais fortes símbolos de identidade para a sua pátria e é uma referência para toda a comunidade lusófona internacional. Hoje a sua fama está solidamente estabelecida e é considerado como um dos grandes vultos literários da tradição ocidental, sendo traduzido para várias línguas e tornando-se objeto de uma vasta quantidade de estudos críticos.

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    Luís Vaz de Camões