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    Ciganos -

    Bartolomeu Campos de Queirós, Bartô

    Global
    2004
    16 páginas
    32m
    ISBN-10: 8526009222
    Português Brasileiro
    4
    23 avaliações
    Leram51Lendo1Querem36Relendo0Abandonos0Resenhas1
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    O escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, conhecido como o "tecelão de imagens e sonhos", nesse livro centra a narrativa nos sentimentos e emoções de um menino que observa, com encantamento e medo, a chegada e a partida dos ciganos em sua cidade. De sua solidão, da falta de afeto paterno, vivencia o desejo de ser roubado por aquele povo nômade e misterioso, de ser levado para além dos muros de seu mundo e conhecer outros lugares. Para um menino, assim só, os ciganos eram uma espécie de sol que acordava os afetos. (...) Por todo tempo ele velava cada movimento daquele povo transitório e feliz. (...) O medo da partida, desavisada, dos ciganos o incomodava. Não ser levado e continuar reparando as nuvens e descobrindo figuras fugazes, seguidamente. A prosa poética, característica marcante na criação de Bartolomeu Campos de Queirós, remete o leitor - jovem ou adulto - a uma reflexão sensível sobre a alma humana. http://www.globaleditora.com.br

    Resenhas (1)Ver mais
    Eduardo picture
    Eduardo08/07/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um bonito trecho

    "Pode não ser verdade, mas devem ter sido os ciganos os inventores do circo. Não a arte de se equilibrar no arame, de balançar em trapézio ou de se expor às facas e fogo. Eles devem ter inventado a festa, a cor, a forma do circo. E mais que isto, criaram essa magia e encanto que o circo reserva ainda hoje. Mas um dia, talvez, se cansaram. Não é da natureza dos ciganos anunciarem com riscos de morte as suas presenças. Seus prazeres, creio transcendem o olhar e só existem no espaço da fantasia. Por não se explicarem, os ciganos exigem que nos expliquemos, mesmo involuntariamente."

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    Bartolomeu Campos de Queirós profile picture

    Bartolomeu Campos de Queirós

    Bartolomeu Campos de Queirós viveu sua infância em Papagaio, cidade pequena com gosto de "laranja serra-d'água", no interior de Minas Gerais, antes de se instalar em Belo Horizonte, onde reside e trabalha. Seu interesse pela literatura e pelo ensino da arte o fez viajar muito por este país. Conhece as cidades apreciando azulejos e casas pacientemente - um andarilho atento a cores, cheiros, sabores e sentidos que rodeiam as pessoas do lugar, com o mesmo encanto na alma com que observava os rios da Amazônia, dos quais costuma sentir saudades em Minas. Bartolomeu só faz o que gosta, não cumpre compromissos sociais nem tarefas que não lhe pareçam substanciais. Diz ter fôlego de gato, o que lhe permitiu nascer e morrer várias vezes. "Sou frágil o suficiente para uma palavra me machucar, como sou forte o suficiente para uma palavra me ressuscitar." Em 1974 publicou seu primeiro livro, O peixe e o pássaro, e desde então vem firmando seu estilo de escrita como uma prosa poética da mais alta qualidade. Com formação nas áreas de educação e arte, cursou o Instituto Pedagógico de Paris. Desde os anos 70, tem destacada atuação como educador, em vários níveis, contribuindo com importantes projetos para a Secretaria de Estado da Educação e para o Ministério da Educação. Participa do Projeto ProLer, da Biblioteca Nacional, dando conferências e seminários sobre educação, leitura e literatura. Tem 43 livros publicados no Brasil e vários deles traduzidos e editados em outros países. É detentor dos mais importantes prêmios literários nacionais, como: # Prêmio Cidade de Belo Horizonte; # Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; # Selo de Ouro, da Fundação Nacional do Livro Infanta-Juvenil; # 9ª Bienal de São Paulo; # 1ª Bienal do Livro de Belo Horizonte; # Diploma de Honra da IBBY, de Londres; # Prêmio Rosa Blanca (Cuba); # Quatrième Octagonal (França); # Prêmio Nestlé de Literatura; # Prêmio Academia Brasileira de Letras. Com o livro "Indez", foi o vencedor do Concurso Internacional de Literatura Infanto-Juvenil (Brasil, Canadá, Suécia, Dinamarca e Noruega). Vários de seus textos foram adaptados para o teatro, dentre eles, "Ciganos", encenado pelo Grupo Ponto de Partida. Sua obra tem sido tema de teses acadêmicas (áreas de literatura e psicologia) em várias universidades brasileiras. Foi presidente da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes, membro do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Curador da Escola Guignard, membro do Conselho de Curador da Fundação Municipal de Cultura. Atua também como crítico de arte, integrando júris e comissões de salões e fazendo curadorias e museografias de exposições. Fonte: http://www.caleidoscopio.art.br/bartolomeuqueiros/release.htm

    20 Livros
    19 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Bartolomeu Campos de Queirós