O Fédon e o Sofista são claramente dois dos melhores diálogos do Platão e dois livros muito bons em geral. Apesar de eu não concordar com a tese final de nenhum dos dois (a imortalidade da alma depende de tratar "aquilo que permite a vida" como um indivíduo e de considerar que aquilo que não pode participar da morte deve, necessariamente, viver; o "não-ser" do Sofista não refuta Parmênides, que claramente fala do não-ser em si mesmo, enquanto Platão fala do "gênero" "não-ser", que, ademais, só admite uma existência relativa, nunca como contrário absoluto do ser, além disso a existência dos gêneros é bastante questionável), ambos me fizeram pensar e ter ideias bastante interessantes. O Político, por sua vez, é bem mais ou menos.

