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    Heidegger e os Judeus -

    Jean-François Lyotard

    Vozes
    1994
    111 páginas
    3h 42m
    ISBN-11: 85718603356
    Português Brasileiro
    3.5
    2 avaliações
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    Favoritos0Desejados14Avaliaram2

    Os "judeus" em minúscula, plural, entre aspas, não são o judeu concreto nem devem ser confundidos com este. O Ocidente não sabe o que fazer com "o judeu"; "o judeu" é o inassimilável. No entanto, ele é portador da Lei, que é a vontade de Deus, o Esquecido, de que o Ocidente tem necessidade. Na primeira parte do livro o autor estuda o que ele denomina "os judeus" e procura, sobretudo na Psicanálise freudiana, a explicação para o esquecimento que se insere na psique humana. Na segunda parte, Lyotard, interroga-se como foi possível que Heidegger esquecesse, na sua obra, "os judeus". A questão de Lyotard é como é que o pensamento de Heidegger, tão aplicado em lembrar o que há de esquecimento, do ser, no pensamento, na arte, na representação do mundo, pode ignorar o pensamento "dos judeus" Entrando em vivo debate com Farias - que acusa Heidegger e o condena - e com Fédier - que defende o filósofo alemão e o inocenta - Lyotard concentra-se neste esquecimento, estudando o Ser e Tempo. Lyotard não toma uma posição definitiva. No entanto, conduz o leitor a tomar a sua posição. Afinal na história do pensamento ocidental, Auschwitz já é um divisor: antes e depois de Auschwitz. Um livro de leitura obrigatória para todos.

    Resenhas (1)Ver mais
    Hudson  picture
    Hudson 04/05/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    E um livro absurdamente complicado eu fiquei perdido muitas vezes mas acredito que peguei o que o livro queria passar, ou não talvez eu nem tenha pego nada. O Livro se constrói de uma forma muito diferente dos outros! o caso Heidegger é um pouco complicado o seu envolvimento com a Alemaha entre outras coisas é algo que ainda sim suscita muitas dúvidas até hoje. Não é uma leitura fácil e simples, pelo contrário é uma luta para ler entretanto quando se compreende o que se quer dizer as coisas mudam de prisma de fato é uma grande abordagem e que demora a ser revelada visto que o autor faz um monumento intelectual bastante complexo. A Analíse feita da questão judaíca sem dúvidas é interessante e complexa Heidegger tem a função de como "Ser no Mundo" movido pelos seus afetos e afetado por eles entre outros mil "modos" filósoficos de apresentar as suas considerações sobre o caso o fato é que há uma diferença entre os Judeus e os "Judeus" entre aspas mesmo, é um ponto forte e interessante do livro. Demora-se uma eternidade para se chegar na Analíse Heideggeriana da questão o prefácio, introdução o a primeira metade, que não é metade mas ainda sim não é a obra em si é uma grande explicação filosífica sobre toda a questão e talvez o que impeliu ao maior filosófo do Século XX pensar da forma que se é conhecida do grande público. No fim entende-se que a posição de Heidegger é uma posição que está inserida dentro da sua fisolofia, uma posição que é retratada dentro dos seus livros e reforçada por outros pensadores Alemães Hegel e Nietzsche e Höderlin e outros mais não aqui citados. Acredito que essa foi a forma deste grande filósofo manifestar orgânicamentea sua intelecutalidade engajada em um périodo conturbado da História, mas como diz Nietzsche trecho que também é citado, em uma parte de ser e tempo. " E Nos tempos de Grandes perigos, que surgem os filosofos, um povo consciente de seus perigos gera um Gênio" Heidgger viveu em tempos perigosos sem dúvida ainda sim não menos brilhantes em que floresceram as suas ideias, embora seja díficil definir uma posição sobre o assunto de forma coerente é mais do que válida a leitura visto que estamos falando de um dos maiores pensadores de todos.

    1 curtida

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    Jean-François Lyotard profile picture

    Jean-François Lyotard

    Jean-François Lyotard (pronúncia francesa; 10 de agosto de 1924 - 21 de Abril de 1998) foi um francês filósofo e teórico literário. Ele é bem conhecido por sua articulação de pós-modernismo após o final dos anos 1970 ea análise do impacto da pós-modernidade na condição humana . Co-fundador do Colégio Internacional de Filosofia com Jacques Derrida, François Châtelet, Gilles Deleuze .

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    8 Seguidores

    Jean-François Lyotard