“Jamais ne s'effacera ce goût de solitude e d'éternité qui était le goût de la vie”
Segunda vez que tento essa leitura e dessa vez consegui chegar ao final! A primeira tinha sido em 2017 em Boa Vista. Ainda estava aprendendo francês, e por isso achei difícil. Além, é claro, da temática filosófica e existencialista. Agora quase 10 anos depois cheguei ao fim. De fato, é difícil e ler Simone de Beauvoir exige paciência. M Da mesma autora li Une Mort Très Douce e posso confirmar.
Em 2017 eu tinha lido a primeira parte por completo então esse ano voltei de onde parei. Queria apenas terminar. No final, achei a leitura tão boa que reli a primeira parte. O começo é relativamente chato. Agora entendo porque em 2017 fiquei desmotivado. A parte narrada pelo Fosca é bem melhor e com muito mais ação.
“Tudo o que se faz acaba se desfazendo, eu sei. E, a partir da hora em que nasce, começa-se a morrer. Mas, entre o nascimento e a morte, há a vida!”
Livro denso, longo em suas 530 páginas e que li aos poucos para assimilar bem o que estava diante dos meus olhos. Detalhe que li esse livro emprestado, nas duas vezes e da mesma pessoa, com direito a retorno em ambas. Enfim, o empréstimo mais longo da minha carreira de leitor.
Romance incrível. Livro de 1946, logo após a guerra e sinto que foi muito influenciado por isso. Curioso é que o título não é mencionado no livro. A história é triste. Li antes de dormir e até cheguei a sonhar com esse livro. Foi um livro de ficção que conseguiu realmente penetrar em mim e que me deixará pensando nele por muito tempo após mergulhar em suas páginas.
"De uma eternidade imóvel, ela poderia ter sua parte, mas subitamente o mundo não passava de um desfile de visões fugazes e suas mãos estavam vazias"
A gente que cresceu achando que vampiros imortais só tinham vantagens é confrontado aqui com outra visão sobre a imortalidade, bem mais pessimista. Todos os homens são mortais é um relato sobre como é a morte que dá sentido para vida e o fim da ilusão da imortalidade como uma benção. Resumindo, pensar muito deixa a gente triste e a imortalidade oferece tempo em abundância para isso.
Si l'on nous offrait l'immortalité sur la terre, qui est-ce qui accepterait ce triste présent ? demande Jean-Jacques Rousseau dans l'Emile. Ce livre est m l'histoire d'un homme qui a accepté.