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    Tratado sobre os Princípios do Conhecimento Humano -

    Berkeley

    Escala
    2006
    122 páginas
    4h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    28 avaliações
    Leram43Lendo7Querem80Relendo3Abandonos3Resenhas2
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    Berkeley nega que reste algo se extrairmos todas as qualidades de um objeto, tanto as primárias (extensão, consistência) como as secundárias (cores, sons, etc), considerando-as produto dos nossos sentidos.E como as qualidades dos corpos dependem da nossa mente, não podemos atribuir aos corpos mesmo a atividade de causar sensações em nós.Então, para Berkeley, é Deus que causa em nós as impressões.O que pensamos serem corpos não tem existência real, existem apenas como impressões em nossa mente.Em pensamento é frontalmente contrário ao que Immanuel Kant desenvolveria cerca de cinquenta anos depois, sustentando que algum material é causa do conhecimento sensível e está investido das qualidades percebidas.Kant acredita inteiramente que os corpos existem sem nós, ou seja, existem coisas que , apesar de inteiramente desconhecidas para nós, sustentam as qualidades com que as conhecemos.

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    Caio César28/02/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Imaterialismo; Idealismo "subjetivo" de Berkeley

    Berkeley afirma que o mundo é uma coleção de IDEIAS percebidas pelos sujeitos pensantes: as MENTES. Não é possível afirmar, para o autor, que os OBJETOS da realidade são coisas em si, isto é, que possuem substratos materiais que os tornam objetos existentes em si mesmos, sem intermédio das mentes. É impossível e, portanto, ingênuo afirmar a existência material desses objetos, pois não podemos perceber as suas qualidades primárias em si mesmas, como extensão, figura e movimento, tampouco a substância material de que são formados, sem experimentar o conjunto total de atributos, incluindo cores, sabores e texturas. Nesse sentido, os objetos só existem na medida em que são percebidos por coisas pensantes: o "ser" dos objetos é ser percebido (esse est percipi - SER É SER PERCEBIDO). Os objetos equivalem, então, às ideias, e estas não são somente representações dos objetos, senão eles mesmos. Dessa forma, Berkeley tenta refutar o princípio de que o conhecimento adequado é a correspondência entre as ideias, entendidas como representações, e os objetos. A obra do autor considera apenas mentes e ideias, quer dizer, substâncias mentais e ideias, tomadas como coisas e seres, respectivamente. As mentes são coisas SIMPLES, INDIVISÍVEIS e ATIVAS. Elas formam ideias, suscitam-as (SUSCITADORAS). Por outro lado, as ideias são inertes e passivas: dependem das substâncias mentais que as suscitam ou imaginam. Há as mentes humanas e a Mente de Deus. As ideias supostamente formadas, de modo exclusivo, pela "razão" humana são complexas e irreais, frutos da imaginação; as ideias advindas das mentes enquanto percebem os objetos em experiência são reais, porque provêm da Mente Infinita. Deus causa as ideias dos sentidos nas mentes humanas: o espírito divino ilumina as almas dos homens. Os objetos da realidade são ideias suscitadas por Deus; pensamento divino. Deus suscita enquanto pensa. No fundo, fazemos parte do pensamento divino que pensa sobre si mesmo. Deus, para citar Aristóteles, é pensamento do pensamento: o puro ato é pensar do pensar.

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    George Berkeley

    George Berkeley (Condado de Kilkenny, 12 de março de 1685 — Oxford, 14 de janeiro de 1753) foi um filósofo irlandês. Estudou no Trinity College de Dublin, onde se tornou fellow em 1707. Lecionou hebraico, grego e teologia. Por esta época, dedicou-se ao estudo sistemático da filosofia (em especial John Locke, Isaac Newton e Malebranche).

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    George Berkeley