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    Cadeiras Proibidas -

    Ignácio de Loyola Brandão

    Global
    2010
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788526014718
    Português Brasileiro
    3.9
    341 avaliações
    Leram556Lendo59Querem257Relendo1Abandonos4Resenhas32
    Favoritos13Desejados257Avaliaram341

    Em Cadeiras Proibidas , Ignácio de Loyola Brandão diz muito desde uma época em que pouco se podia dizer. Publicado inicialmente em 1976, tempo em que o Brasil passava por momentos de medo e censura por causa da ditadura, o livro narra histórias que falam da realidade - do Cotidiano, do Corpo, do Clima, do Mundo, da Indagação, da Descoberta, da Ação e da Vida - escondendo-a através do fantástico. Resultado? Histórias que surpreendem o leitor, até hoje, desde a estranheza causada por seus títulos - O homem cuja orelha cresceu, O homem que dissolvia xícaras, O homem que atravessava portas de vidro - até as cenas surrealistas descritas e os finais intrigantes, questionadores ou, simplesmente, lacônicos e insólitos. Estava contando os dedos, para saber se tinha cinco ou seis, quando viu, no banco à sua frente, um homem contando os cabelos. http://www.globaleditora.com.br

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    Evelyn Ruani picture
    Evelyn Ruani02/11/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Desafio Literário 2011 / Releitura - Grupo "Entre Nós" 2021

    Cadeiras Proibidas é o segundo livro que leio de Ignácio de Loyola Brandão e é uma das boas descobertas que o Desafio Literário de 2011 me proporcionou e que tive a oportunidade ímpar de reler com o Grupo de Leitura "Entre Nós". A narrativa deste autor é vigorosa, humorada e irônica. Tenho a impressão de que Loyola vai escrevendo o que lhe vêm à cabeça e nos presenteia com os contos profundos que compõem essa obra que, na minha opnião, assim como "Não Verás País Nenhum", deveria ser lida por todos. Mais uma vez, a obra de Loyola me lembrou muito 1984. George Orwell, certa vez explicou-se dizendo "escrevo porque existe uma mentira que pretendo expor, um fato para o qual pretendo chamar a atenção, e minha preocupação inicial é atingir um público". E acredito que, assim se dá também com Loyola. Sinto em sua narrativa a vontade da denúncia, da exposição, da intenção de chamar a atenção para este ou aquele fato que passa desapercebido para a sociedade. E é essa narrativa que tanto me cativou e me fez admirar o trabalho deste autor, até então desconhecido para mim. Em seus contos loucos e cheio de cinismo, Loyola retrata pessoas nada normais que se transformam em barbantes, contam portas pra sobreviver, atravessam vidro e até querem eliminar a memória. Um mundo absurdo e fantasioso que através da metáfora nos faz refletir. Na época em que foram escritos, eram vistos como surrealistas e fantásticos pelas pessoas que os liam no jornal, onde originalmente foram publicados. Porém, se colocados no contexto em que foram criados, se tornam mais claros aos nossos olhos. Loyola os escreveu na época da ditadura onde a realidade não podia ser relatada abertamente, era preciso dissolvê-la no mundo da fantasia. E assim nasceram os contos deste livro, dos quais destaco entre os meus favoritos: "Os homens que descobriam cadeiras proibidas", "O homem do furo na mão", "O homem que viu o lagarto comer seu filho", "O homem que espalhou o deserto", "Os homens e as pedras que gritavam" e "O homem que precisava nascer". "O homem se adapta às piores condições, conformando-se com os acontecimentos. Naquela cidade, tudo é frágil, a vida humana tem a espessura de um fio. Ou é delgada como um vidro. Mas isto vai se constituindo na normalidade". Leitura recomendada!

    17 curtidas

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