A Moveable Feast -

    Ernest Hemingway

    Scribner
    2003
    219 páginas
    7h 18m
    ISBN-10: 068482499X

    Published posthumously in 1964, A Moveable Feast remains one of Ernest Hemingway's most beloved works. It is his classic memoir of Paris in the 1920s, filled with irreverent portraits of other expatriate luminaries such as F. Scott Fitzgerald and Gertrude Stein; tender memories of his first wife, Hadley; and insightful recollections of his own early experiments with his craft. It is a literary feast, brilliantly evoking the exuberant mood of Paris after World War I and the youthful spirit, unbridled creativity, and unquenchable enthusiasm that Hemingway himself epitomized.

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    Gabriel Oliveira06/06/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Um mundo bem único

    Há quem diga que os artistas vivem em um mundo só deles, um micro-cosmo onde se encontra a criação perfeita e a plenitude artística. Em “Paris é Uma Festa”, Ernest Hemingway não escapa de se tornar cidadão desse mundo particular, habitando-o de uma maneira que só nos lembra do caráter da sua genialidade autoral. A obra em questão segue os dias do autor em Paris, esse lugar que se apresenta para ele como um “banquete móvel” que proporciona toda a nutrição necessária para a energia criadora de artistas em geral, em especial dos escritores. Para quem tem predileção pela criação literária, o livro se revela enquanto um diário empático que perfaz as principais etapas do processo da escrita, indo dos rompantes de inspiração aos empecilhos mundanos. Dessa maneira, a obra torna-se inspiradora, como se transportasse a nós, meros (mortais) leitores, para esse mesmo mundo povoado pela arte e nos dotasse de um pequeno mas valiosíssimo pedaço do imensurável potencial criador de autores como Hemingway e seus contemporâneos. Não obstante, o banquete de Paris também se mostra um pouco indigesto, especialmente na representação da pressão psicológica que o autor inflige a si mesmo para atingir sua criação. Na obra, há momentos em que Hemingway se vê tomado por uma inquietude decorrente da sua auto-cobrança que o leva a buscar subterfúgios danosos para si. Contudo, são nesses momentos que o lado positivo do banquete parisiense se sobressai ao ancorar o autor em uma realidade frutífera para si e para sua criação. Finalmente, a leitura desta obra mostrou-se muito proveitosa, e assim será para aqueles que, assim como Hemingway, também se veem pegos pela inquietude criativa e presos em um mundo só seu. A esperança final é que esse mundo nos ancore nas coisas boas da arte e que seja tão nutritivo como o banquete parisiense.

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