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    Traição - Um jesuíta a serviço do Brasil holandês processado pela Inquisição

    Ronaldo Vainfas

    Companhia das Letras
    2008
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9788535912319
    Português Brasileiro
    3.8
    19 avaliações
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    Esta é a história de Manoel de Moraes, um jesuíta nascido em São Paulo no final do século XVI, missionário em Pernambuco que teve sua vida profundamente alterada no contexto da conquista do nordeste açucareiro pelos holandeses. Na invasão de Pernambuco pelas tropas holandesas, em 1630, tornou-se um combatente, mas passou para o lado holandês em 1634, traindo a resistência. Informante e capitão das forças holandesas, Moraes acabou se mudando para a Holanda, onde trocou o catolicismo pelo calvinismo. Casou, teve filhos, dedicou-se a várias atividades. Mas ele não era apenas um aproveitador. O abandono de sua fé o atormentava, o medo da Inquisição o apavorava. Em 1643 resolveu fazer o caminho de volta, mesmo tendo sido julgado e condenado à revelia pelo tribunal da Inquisição. Manoel de Moraes foi um anti-herói que "namorava a heresia, neste tempo, mas se casou mesmo com a traição", passando a ser uma estrela "de uma constelação de traidores e colaboradores", entre os quais se destacou o famoso Domingos Fernandes Calabar. Sua história nos leva a percorrer as atribulações de um homem dilacerado entre a busca de riqueza e a salvação da própria alma, entre o trabalho e a aventura.

    Resenhas (1)Ver mais
    Wagner Paulin picture
    Wagner Paulin13/05/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    BRASILEIRO

    (...) Não haveria de ser como brasileiro que Manoel honraria algum contrato (...) In: VAINFAS. Traição. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. Pp 230.

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    Ronaldo Vainfas profile picture

    Ronaldo Vainfas

    Ronaldo Vainfas (Rio de Janeiro, 1956) é um historiador e professor brasileiro.[1] É considerado um dos principais historiadores do país[2], inclusive vencedor de prêmios como o Prêmio Literário 2009, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional e um dos principais do Brasil.[3] [editar] Carreira Ronaldo Vainfas é licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense (1978), onde também fez o mestrado em História do Brasil (1983). Em 1988, concluiu o doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo.[4] Desde 1978, é um dos professores da Universidade Federal Fluminense, onde foi um dos coordenadores da reforma curricular de uma das principais graduações em História do Brasil,[5]e desde 1994 é professor titular de História Moderna.[4] Em 2007, concluiu o pós-doutorado na Universidade de Lisboa.[4] Em 2009, recebeu o Prêmio Sérgio Buarque de Holanda, ligado ao Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional pelo ensaio Dicionário do Brasil Joanino, 1808-1821, em parceria com Lúcia Bastos Pereira das Neves e publicado pela Editora Objetiva.
[3] É integrante do conselho editorial da Revista de História da Biblioteca Nacional.[6] Seus livros e estudos estão inscritos como leitura obrigatória em diversos cursos de formação acadêmica, entre eles os da USP[7] e Unicamp.[8] [editar] Algumas obras * Economia e sociedade na América Espanhola. Rio de Janeiro: Graal, 1984, 101 p.[5] * Ideologia e escravidão. Petrópolis: Vozes, 1986, 168 p.[5] * História e sexualidade no Brasil (org). Rio de Janeiro: Graal, 1986, 212 p. * Trópico dos pecados. Rio de Janeiro: Campus, 1989, 393 p.[5] * América em tempo de conquista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992, 252 p.[9] * A Heresia dos Índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São Paulo: Companhia, 1995, 275 p.[5] * Moralidades brasílicas: deleites sexuais e linguagem erótica na sociedade escravista. In: Laura de Mello e Souza. (Org.). História da Vida Privada no Brasil. 6 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, v. 5, p. 221-274.[10] * Dicionário do Brasil Joanino (1808-1821). Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, 474 p.[3] * Traição: um jesuíta a serviço do Brasil holandês processado pela inquisição. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, 368 p.[11]

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Ronaldo Vainfas