Nas Artes, não importa a modalidade, há os que tansformam e os que desenvolvem as transformações. Assim como os que a elas resistem. Na música brasileira o primeiro grande transformado foi, sem dúvida, ERNESTO JÚLIO DE NAZARETH. Ele constitui-se numa força motriz que estabeleceu uma linguagem e, na mudança das etapas, configurou uma depuração que a foi tornando mais e mais coerente com as nossas próprias peculiaridades, desenhando um perfil de brasilidade que até hoje permanece na validade e nos identifica. Pioneiro inconteste, Nazareth pavimentou o caminho do lundu ao samba, estacionando temporariamente na polca, no tango, na habanera e no maxixe, deixando em cada um a marca do seu gênio, fixando as formas até chegar à síntese perfeita: o choro. Sua trajetória de pianista e compositor é uma das mais ricas da nossa história, de qualquer história. Isto não é só porque Darius Milhaud, Arthur Rubinstein e Villa-Lobos, entre outros, atestaram, mas especialemente porque, nos conjuntos de pau-e-corda de cidadezinhas do interior, nos botequins citadinos, nos fundos de quintais e nas salas de concertos de Tóquio, Barcelona, Paris, Nova Iorque, São Paulo ou Rio de Janeiro, não pode faltar Nazareth quando o assunto é música brasileira. (obs.: somente troco este livro pelo livro AVES BRASILEIRA E PLANTAS QUE AS ATRAEM de Johan Dalgas Frisch). Grata
