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    O Paroara -

    Rodolfo Teófilo

    Secretaria de Cultura Desporto e Promoção Social do Ceará
    1974
    236 páginas
    7h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    1 avaliação
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    Narrativa centrada na fascinação do protagonista, um cearense, pela Amazônia, em suas vicissitudes no inferno verde e seu retorno à terra de origem valorizada. Presença forte de marcas naturalistas.

    Resenhas (1)Ver mais
    Paulo Silas  picture
    Paulo Silas 16/07/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Águas que nunca faltam

    Vê-se nitidamente que Rodolfo Teófilo não estava comprometido com um final feliz. Apenas comprometeu-se em relatar, ainda que ficticiamente, a realidade enganadora e trágica daqueles que à época foram ludibriados pelos fáceis lucros dos seringais amazônicos. É uma história triste do início ao fim. Começa com a separação forçada entre filho e pais e termina no desfazimento superentristecedor de uma outra família, pois MORRERAM TODOS DE FOME... De bom e refrescantemente bonito de se ler restam as histórias e paisagens ubérrimas da Amazônia. Lendas a encher os corações de palpitações. Crendices e versos entre familiares repassados... Aos amigos recontados... e através dos tempos perpetuados. Águas que nunca faltam. Águas barulhentas que fluem para cima e para baixo dos terrenos cobertos de folhagem morta... Águas silenciosas que, mesmo possuindo uma infinidade de seres vivos, conseguem manter-se num estado de estranha letargia... Diferentemente das secas terras cheias de arbustos... Lá há vida com fartança... Nas águas que nunca faltam...

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    Rodolfo Marcos Teófilo  profile picture

    Rodolfo Marcos Teófilo

    Pobre e órfão, foi educado pelo Barão de Aratanha que o matriculou no Ateneu Cearense, contudo, deixou os estudos para ser caixeiro-viajante. Formado farmacêutico, em 1875, pela Faculdade de Medicina da Bahia, estabeleceu-se no Ceará, desenvolvendo logo o pendor para o cientificismo característico na sua obra. Diplomado, dirigiu uma farmácia em Pacatuba, depois na capital. Foi mais tarde professor de ciências naturais na Escola Normal e membro de diversas sociedades culturais. Sua obra ficou marcada pelo exagero em que é mostrada a seca no nordeste e os tipos flagelados caracterizados com excesso. Empreendeu, sem apoio governamental, uma campanha de vacinação contra a epidemia de varíola que se alastrava na cidade. Por causa disso, foi perseguido durante o governo de Antônio Pinto Nogueira Accioli, do qual era opositor, acusado de desmoralizar a autoridade que estava totalmente alheia ao sofrimento do povo cearense. Tomou parte dos movimentos literários do Ceará, tendo pertencido, desde 1894, à Padaria Espiritual, entidade de fins literários e artísticos que se fundara em Fortaleza, dois anos antes, com o nome de "padeiro" Marcos Serrano. Foi historiador e romancista. Foi membro fundador da Academia Cearense de Letras. É considerado um dos principais expoentes da literatura regional-naturalista do Brasil e um dos maiores nomes da literatura do Ceará. Em sua homenagem, o Centro Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal do Ceará tem o seu nome. Inventou a cajuína, bebida não-alcoólica popular principalmente no Piauí.

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    Bahia, Brasil

    Rodolfo Marcos Teófilo