E vamos de uma história da Bárbara Cartland… Aqui conhecemos Lady Darcia Rowley, uma jovem filha de um famoso lorde bon vivant que não mede as consequências dos seus atos em nome do luto eterno que vive pela morte da esposa. Lorde Rowley já fez de tudo o que você pode imaginar no cenário libertino e isso podia ser devastador na reputação de sua única filha, aí o que ele fez? A mandou para um internato e quando ela fez 18 anos, a buscou para ser apresentada a sociedade com uma falsa identidade, porque jamais seria aceita por ser sua filha (ele realmente se achava a pessoa mais importante de todas).
Voltando a Darcia, ela sempre sonhou em ter um amor avassalador como o de seus pais, e lembra com carinho de um jovem conde que conheceu aos 10 anos e a tratou com respeito e deferência. O que ela quer mesmo é viver aventuras com o pai, mas é sempre deixada de lado e agora aceita se casar com alguém desde que se apaixone. Ela vai para Londres e debuta, aí você pensa: ela vai conhecer o amor da sua vida em um baile? Não! Ela resolve ir atrás do conde, um homem recluso, ocupado com uma obra infinita, com a desculpa mais esfarrapada possível: como uma comerciante de peças raras.
O conde é um homem que sempre busca a perfeição, foi o melhor cavaleiro, o melhor aluno, o melhor administrador e agora busca construir a nova mansão de sua família após a casa milenar ter queimado. Todos acreditam que ele vá se casar com Lady Caroline, uma jovem linda e perfeita, mas que esconde muita coisa, contudo, ele enrola o tempo todo, fica sempre inventando coisas nova na obra. Até que um dia conhece a jovem comerciante que entrega a ele vários tesouros e com quem tem conversas estimulantes e apaixonantes. Mas ele quer uma mulher perfeita, seria uma simples comerciante o ideal para ser a condessa?
Eu sou uma grande fã dos livros água com açúcar da Bárbara, gosto quando a mocinha me surpreende e quando o mocinho é meio anti-herói, mas aqui apesar de tudo, não curti tanto. Achei Kirkhampton bem maçante e Darcia muito boba. A química dos dois era quase nula e como sempre se apaixonaram do nada só por causa de interesses em comum pela decoração francesa de uma mansão, que essa sim era o amor da vida do conde. Enfim, achei fraquinho, mas bom para um período de ressaca literária.