Seguindo minha nova filosofia em relação a livros, que adquiri e apliquei em "sussurro", comecei a ler "Era um vez, há muito tempo atrás..." sem saber exatamente do que se tratava. Na verdade nunca tinha ouvido falar sobre o livro, ganhei de aniversário de 21 anos das minhas amigas de faculdade, Mary, Rê e Aninha. Agora, no final do livro, agradeço mais por elas terem se lembrado do meu aniversário do que agradeci no dia em que fui presenteada.
Não sei nada sobre a autora, Brigid Pasulka, mas depois do que li, se encontrar outras histórias dela, não vou pensar duas vezes antes de comprar o livro.
"Era uma vez, há muito tempo trás..." se passa na Polônia, nova e velha, um capitulo para cada, intercalados, o livro todo. A autora vai contando devagarinho as histórias de ambas as épocas e a cada novo título elas se completam.
Baba Yaga, conta sobre a nova Polônia, Cracóvia e me fez querer conhecer a rua Rynek. A história de Pombo e Anielica é narrada onicientemente, por alguém que sabe, mas não participa.
Sem heróis, sem personagens fantásticos, sem protagonistas que fazem coisas erradas para a trama poder se desenrolar, sem príncipes encantados, sem romances ardentes e proibidos e completamente envolvente. Brigid transforma o cotidiano de hoje e o de ontem em histórias que se fazem ouvir.
Ler sobre Pombo te faz desejar sem Anielica, ao mesmo tempo que ler sobre Anielica te faz perceber só há uma Anielica, um Pombo, uma Irenka, uma Magda.
Baba Yaga, que tem o apelido de um personagem folclórico sobre o qual ainda não sei nada, descreve tudo o que acontece num passado presente que me encantou e me fez ansiar e ao mesmo tempo me entristecer quando cheguei no final do livro.