Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas0
    • Leitores31
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Pai, a Mãe e a Filha -

    Ana Luísa Escorel

    OURO SOBRE AZUL
    2010
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-10: 8588777363
    Português Brasileiro
    3.6
    12 avaliações
    Leram12Lendo2Querem17Relendo0Abandonos0Resenhas0
    Favoritos0Desejados17Avaliaram12

    "O Pai, a mãe e filha" traz as lembranças de uma menina entre os quatro e oito anos de idade, em São Paulo, no fim dos anos 40 e início dos anos de 50. Ilustrado com desenhos feitos pela própria autora no período coberto pelas lembranças, o texto encadeia narrativas contadas ora pela menina, ora pela adulta em que se tornou. "Na vida adulta, uma mulher decide escrever a história de parte de sua infância. Uma narrativa que se passa entre as décadas de 1940 e 1950 e que fala de brincadeiras na calçada e dias passados na casa dos avós. Mas a história contada por Ana Luisa Escorel, 65 anos, em O Pai, a Mãe e a Filha, mais do que um diário de infância, é um relato histórico. Filha de Antonio Candido, 92 anos, e de Gilda de Mello e Souza (1919 – 2005), nas páginas do livro ela conta, por exemplo, que o pai datilografou sua principal obra, Formação da Literatura Brasileira, na mesma máquina de escrever em que Sérgio Buarque de Holanda redigiu o clássico Raízes do Brasil. Nos diz também que um dos criadores da Semana de Arte Moderna de 1922, Oswald de Andrade, era chamado na casa de Ana Luisa de Oswaldo, “com o no fim”. Em outra passagem, a autora fala sobre os hábitos dos pais quando estavam em casa: Gilda gostava de dormir e acordar tarde – “sempre funcionou assim, (Gilda) leu, produziu seus textos e esteve com os amigos noite adentro”. Era à noite também que a mãe passava “boas horas do período noturno numa prosa sem fim com o marido, retomada de algum ponto e a qualquer pretexto”. São histórias como essas que compõem o relato histórico do panorama cultural do país – e, principalmente, de São Paulo e das personalidades da Semana de Arte Moderna (1922) – além de Oswald de Andrade, Mario de Andrade, primo de Gilda, também aparece nas lembranças da menina. A ideia para O Pai, a Mãe e a Filha surgiu em encontros na internet entre Ana Luisa, as duas irmãs, Laura e Marina, e os quatro primos-irmãos do lado paterno, quando escreviam sobre as temporadas na casa de férias da família, em Poços de Caldas (MG). Foram dessas memórias recuperadas que nasceu o livro. Designer no Rio e com uma experiência como docente em Barcelona, Ana Luisa fundou, em 2004, a editora Ouro Sobre Azul, que agora completa a republicação da obra de Antonio Candido com Os Parceiros do Rio Bonito. É autora de Brochura Brasileira: Objeto Sem Projeto (Editora José Olympio) e O Efeito Multiplicador do Design (Editora Senac São Paulo)." (Fonte: ZH 31 de julho de 2010 N° 16413)

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 12
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas25%
    • 1 estrelas0%
     Ana Luísa Escorel profile picture

    Ana Luísa Escorel

    Ana Luisa Escorel, designer, editora e escritora. Dedica-se à organização de sua categoria profissional por meio da participação em associações de classe e de artigos publicados em jornais e revistas. A partir dos anos 2000, há uma inflexão em sua trajetória, quando se afasta das questões de caráter coletivo e se concentra em ações de perfil mais pessoal, como a construção de sua editora e a atividade de escritora. Pertence à primeira geração formada pela Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (Esdi), em 1968, onde estuda com professores como o designer Aloisio Magalhães (1927-1982), o crítico Frederico Morais (1936) e o escritor Zuenir Ventura (1931). Seu trabalho teórico de graduação, Brochura Brasileira: Objeto sem Projeto, é publicado pela José Olympio Editora em 1974. A obra é uma reflexão sobre a falta de cuidado com o projeto gráfico nos livros brasileiros do período, e aponta ainda a diferença de tratamento dada ao miolo e à capa. Ana Luisa inaugura uma longa trajetória de trabalho em torno do livro, seja como designer, editora ou escritora. Inicia a carreira de designer em 1968, como estagiária no escritório de Aloísio Magalhães. É professora convidada para a cadeira de projeto gráfico na Escola de Desenho EINA, em Barcelona, durante o primeiro trimestre de 1970, e trabalha como freelancer. Entre 1978 e 1982 leciona projeto gráfico no curso de design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Em 1980, funda a A3 Programação Visual com as designers Evelyn Grumach (1952) e Heloisa Faria (1955), primeira empresa de design constituída exclusivamente por mulheres no Brasil, onde permanece até 1996. Neste período, desenvolve identidade visual para uma série de empreendimentos comerciais, como o restaurante La Mole e os postos de conveniência da Shell. O foco de seus projetos, no entanto, se concentra no setor cultural, em especial cinema, teatro e livros. É deste período o projeto para a exposição Drummond, Alguma Poesia (1990), no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB-RJ), que tem características marcantes do trabalho de Ana Luisa, como a simplicidade do desenho, resultante de uma busca constante por apuro formal, e a construção de discursos nos quais palavra e imagem se apoiam e tendem a ser tratadas com o mesmo peso. De 1996 a 2002, a designer integra a diretoria da Associação de Designers Gráficos (ADG) como membro do Conselho Consultivo. Também com Heloisa Faria, funda o 19 Design em 1997, onde fica até 2003, concentrando-se cada vez mais no setor cultural, em especial no design editorial. É desse período a capa do livro Lado B (2001), do jornalista Sérgio Augusto (1942), na qual podemos perceber a economia de elementos gráficos, o domínio da técnica e o uso apurado da cor, que caracterizam o design de Ana Luisa. Em uma capa totalmente preta estão uma série de furos de mesmo diâmetro e equidistantes, através dos quais podemos ver cores primárias e secundárias. Para conseguir este efeito, a designer utiliza uma orelha da mesma medida da capa, com impressão no verso, e uma faca especial. O resultado remete aos LPs de vinil por causa do preto da capa e do diâmetro dos furos. E a possibilidade de visualizar as cores através dos furos traz a ideia de “outro lado”, ou seja, um lado B. Com este trabalho, Ana Luisa ganha o Prêmio da ADG. De 1997 a 2003, escreve regularmente para jornais e revistas sobre o campo do design no Brasil. O Efeito Multiplicador do Design (1999), com o qual obtém o primeiro lugar na categoria Ensaio, do Prêmio Museu da Casa Brasileira, é resultado dessa experiência. Publicado pela Editora Senac, o livro reúne textos que apresentam a indignação de Ana Luisa com o pouco caso com que a atividade de desenhista gráfico e seus profissionais são tratadas no Brasil, buscando indicar rumos possíveis para a atividade. Participa de exposições de design gráfico no Brasil, nos Estados Unidos (EUA), na Alemanha, Itália, França e em Portugal, e também de várias edições da Bienal de Design Gráfico de Brno, na República Tcheca. Seus trabalhos são publicados por revistas como Print (EUA), Novum (Alemanha), Idea (Japão) e Projeto (Brasil). Em 2004 funda, com a também designer Laura Escorel (1975), a Ouro sobre Azul Design e Editora, incorporando a edição de livros às suas atividades como desenhista gráfica. Com foco na reedição da obra completa do crítico literário Antonio Candido (1918-2017) revista pelo autor, reúne títulos que se encontram dispersos por várias editoras ou fora de catálogo. Sua primeira experiência literária, O Pai, a Mãe e a Filha (2010), texto memorialístico no qual revela a paixão pela infância vivida na São Paulo dos anos de 1940 e 1950, tem como característica marcante a mistura de vozes entre a menina, personagem principal do livro, e a autora. A estratégia de construção narrativa, não citando o nome de seus pais, Gilda de Mello e Souza (1919-2005) e Antonio Candido, colabora com a construção de uma escrita autobiográfica feita em terceira pessoa. Com o livro seguinte, o romance Anel de Vidro (2013), torna-se a primeira mulher a ganhar o Prêmio São Paulo de Literatura. Mantendo a atividade de designer em paralelo ao trabalho como escritora, em 2016 ganha o 1º lugar do Prêmio Jabuti, na categoria Projeto Gráfico, com o Livro dos Ex-Libris (2016). No tocante à escrita, podemos dizer que a temática da artista muda completamente a cada livro, assim como a estrutura narrativa. Mas tanto na relação com o texto literário quanto com o design, o trabalho de Ana Luisa Escorel obedece a uma evidente busca por apuro formal.

    10 Livros
    0 Seguidor
    São Paulo, Brasil

    Ana Luísa Escorel