A maioria dos livros de contos e poesias possui alguns contos bons e outros não tão bons. Posso garantir que em Coisas Frágeis 2 os bons são maioria, sendo que alguns são bem mais que isso, são excelentes, simplesmente adorei alguns deles.
A primeira coisa legal do livro é a introdução, isso mesmo, quem leu Coisas Frágeis 1 vai entender é a mesma - afinal no original formam apenas um livro - pra quem não leu, Coisas Frágeis tem como introdução um texto simples e lindo, onde Neil Gaiman explica a ideia original pra criação do livro, a escolha do título e afinal o que são coisas frágeis. Ele traz nela também um comentário sobre cada conto ou poema do livro, explicando sobre como ele foi criado, ou sobre os títulos que recebeu, trazendo inclusive um pequeno conto já na introdução.
Sobre os contos em si, em vários há trechos e frases marcantes, aquelas que fazem com que saibamos que estamos lendo um livro Neil Gaiman.
Entre os que mais gostei do livro então:
A Câmara Secreta, que é um poema gótico; Meninas Estranhas, algumas pequenas descrições e histórias; O dia dos namorados de Arlequim, um conto divertido, diferente; Instruções uma poesia que literalmente instrui sobre como agir dentro de um conto de fadas(É perfeito); Quinze cartas pintadas de um tarô de vampiro, é um coleção de contos curtos e fantásticos, são realmente excelentes. Não é que tenha gostado só desses, mas esses são especialmente bons, não faria sentido copia o índice aqui afinal.
Muito bom.
Já deixei alguns trechos no histórico de leitura e vou terminar com mais alguns:
Meninas Estranhas: "Ela só desviou o olhar por um momento, e a máscara escorregou, e você caiu. Todos os seus amanhãs começam aqui." (pg. 95)
"Ela não esta esperando. Não exatamente. Na verdade, os anos não significam mais nada para ela, os sonhos a rua não podem atingi-la." (pg. 97) "A vista muda de onde você está. Palavras podem ferir, e feridas podem se curar. Tudo isso é verdade."
Cachinho: "Devemos isto uns aos outros: contar histórias." (pg. 113)
15 cartas pintadas de um tarô de vampiro: "Eu me lembro da vida e de ver as pessoas como pessoas e não só como alimentos ou objetos de controle, e me lembro como era sentir algo, qualquer coisa, alegria, tristeza ou qualquer coisa..." (pg. 138)