Guerra Diplomática
O autor procura mostrar, com riqueza de detalhes, toda a batalha diplomática travada em torno da decisão brasileira de qual lado (Aliados ou Eixo) apoiaria durante a Segunda Guerra Mundial. Sendo este um livro eminentemente baseado em documentos diplomáticos, sua leitura não é tão fácil assim, pois, apesar de ter somente cerca de 350 páginas eu demorei 16 dias para lê-lo. A novidade apresentada neste livro, pelo menos para mim, é a grande participação de Osvaldo Aranha nos arranjos diplomáticos que resultaram, como todos sabem, da participação brasileira ao lado da França, Inglaterra e Estados Unidos. Para mim, até agora, o grande artífice desta decisão tinha sido exclusivamente Getúlio Vargas, mas o autor (que ao final do livro deixa claro sua admiração por Osvaldo Aranha) mostra-nos que as decisões de Getúlio Vargas eram políticas enquanto Osvaldo Aranha, diplomaticamente, arranjava as coisas por trás para, ao final, conseguir, como contrapartida ao apoio aos Aliados, investimentos dos EUA no Brasil, tais como a construção da siderúrgica CSN, em Volta Redonda, Rio de Janeiro. Enfim, é um bom livro, mas não é recomendado para todos os públicos pois o assunto é muito específico e pode ser entediante se a predileção do leitor não recair sobre assuntos relacionados à Segunda Guerra Mundial.
