O que é o gênio? É aquela criança precoce que resolve um difícil problema matemático? É aquela pessoa que chega no topo de sua carreira profissional? É uma pessoa que tem um impacto positivo em sua comunidade? É o visionário que muda o mundo? É aquela pessoa que extrapola os limites da sanidade mental perseguindo uma luz? Uma pessoa normal poderia dizer que são todas essas coisas, porém eu não me arrisco. A única coisa que sei é que meu avô era um gênio. Teve impacto global na área de direito tributário e foi um exemplo de ser humano. Enquanto eu aprofundo a definição de gênio, eu lembro do meu avô. Pessoa mais inteligente que já conheci, e tive a oportunidade de conversar muito desde pequeno. Vovô Souto foi além. Descobri recentemente, de forma penosa, que a beleza é equivalente ao gênio. Com seu amor pela natureza, o gênio do meu avô prestava reverencia ao belo. Esse livro, Ciência Feliz é apenas um exemplo de sua capacidade singular. “O caminho do coração é simples metáfora, que não se explica pelas categorias lógicas. Acessível à nossa intuição e sensibilidade e inacessível à definição e ao conceito. A lógica é impotente para defini-lo. Pode ele ser mencionado; não porém explicado... Medo e ambição não condizem portanto com o caminho do coração... Caminho do coração implica fidelidade à vocação.” Gosto de imaginar que o meu avô acreditava que eu estava seguindo o caminho do meu coração. Enquanto eu escrever, vou guardar sua lembrança com carinho. Pois ele me faz acreditar que ser um gênio apenas é muito pouco.