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    Roland Barthes por Roland Barthes -

    Roland Barthes

    Estação Liberdade
    2003
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-10: 8574480754
    Português Brasileiro
    4.2
    40 avaliações
    Leram79Lendo5Querem96Relendo1Abandonos2Resenhas1
    Favoritos4Desejados96Avaliaram40

    Que direito tem meu presente de falar de meu passado? O prazer do texto corre todo este livro. Pela dificuldade em ser classificado, quando de seu lançamento (1975 na França, 1977 no Brasil), Roland Barthes por Roland Barthes acabou sendo definido pelo que não era: nem uma autobiografia nem um livro de ?confissões? (embora com muitos elementos de um e de outro). Afinal, a primeira frase, manuscrita, do livro é que ?Tudo isto deve ser considerado como dito por um personagem de romance?. Compondo o livro por fragmentos, Barthes deu-se a oportunidade de ser levado apenas por sua imaginação e pelo gosto da escrita. Daí surgem evocações de sua infância e juventude, reflexões sobre suas experiências de vida, sobre seus autores e leituras preferidas, sobre seu trabalho teórico, sobre utopias, sobre ficção e teatro, sobre a linguagem, sobre as palavras... ?Escrever por fragmentos: os fragmentos são então pedras sobre o contorno do círculo: espalho-me à roda: todo o meu pequeno universo em migalhas; no centro, o quê?? No centro está um retrato em múltiplas dimensões do próprio Barthes que esclarece o projeto de um dos mais criativos e interessantes intelectuais de nosso tempo.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Gabriela Hollanda picture
    Gabriela Hollanda13/09/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Os fragmentos de Barthes são sempre inspiradores de alguma forma. A combinação das fotografias com o texto nessa tentativa de bordejar o sujeito barthes-corpo-texto, quando passamos pela camada densa do incompreensível, se faz deliciosamente memorável.

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    Avaliações

    4.2 / 40
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas53%
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    Roland Barthes

    Roland Barthes foi múltiplo. Intelectual, escritor, professor, pintor amador, não apenas transitou entre diferentes correntes do pensamento como também as forjou. Foi da crítica ideológica de inspiração marxista à semiologia dura, da teoria do texto a partir das sensações ao estudo da fotografia. Seus objetos de interesse eram inusitados: dos romances de Balzac aos tecidos de organza, do sabão em pó ao haicai. Não é à toa que sua obra influenciou — e continua a fazê-lo — a filosofia, a antropologia, os estudos literários, a linguística, a teoria da comunicação e as artes visuais e performáticas. Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão. Foi diretor de estudos da "Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais" e professor do Collège de France é um dos principais animadores do pós-estruturalismo e da semiologia linguística e fotográfica na França.

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    Normandia, França

    Roland Barthes