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    Pensar a Desconstrução -

    Jacques Derrida

    Estação Liberdade
    2005
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-10: 8574481092
    Português Brasileiro
    4.1
    10 avaliações
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    Em celebração à memória de Jacques Derrida, falecido em outubro de 2004, aos 74 anos, e com o objetivo de discutir a importância e a permanência do pensamento do filósofo francês, este livro traz uma reunião de ensaios de especialistas brasileiros e estrangeiros que participaram do 'Colóquio Internacional Jacques Derrida - Pensar a desconstrução', organizado pela Universidade Federal de Juiz de Fora e o Consulado Geral da França do Rio de Janeiro, no ano de 2004. A vinda do filósofo ao Brasil para participar do evento foi a última viagem dele ao exterior. A obra traz ainda o ensaio mundialmente inédito de Jacques Derrida 'O perdão, a verdade, a reconciliação - qual gênero', o qual o autor aborda a questão da reconciliação na África do Sul, a partir dos testemunhos promovidos pela Comissão Verdade e Reconciliação, no regime pós-apartheid.

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    Jacques Derrida

    De origem judaica, mas secular, Derrida nasceu e cresceu na Argélia. Sofreu, durante a época da Segunda Guerra com as consequências das políticas antissemitas. Entretanto, a descoberta dos livros de Jean-Jacques Rousseau, Friedrich Nietzsche, André Gide e Albert Camus, durante a adolescência, contribuíram para sua vocação literária e filosófica. Derrida iniciaria o seu curso superior em 1952 (na École Normale Supérieure), época em que descobriu as obras de Edmund Husserl, Soren Kierkegaard e Heidegger. Entre os professores da École, figuravam Michel Foucault e Louis Althusser; trabalhou como professor auxiliar na Universidade Harvard. Tornou-se professor em 1959, na escola secundária de Le Mans, e entre1960 a 1964 ele deu aulas na Sorbonne; no ano de 1964 obteve o prémio Jean-Cavaillè (um prêmio para produção em Epistemologia), por sua tradução de A origem da geometria, de Edmund Husserl. Em 1965 foi chamado para dar aulas na École Normale Supérieure, ocupando o cargo de diretor de pesquisas, junto com Louis Althusser. Seria professor naquela escola até 1984. Fundou a associação Jan Hus em 1981, destinada a auxiliar intelectuais dissidentes em universidades da Tchecoslováquia. Derrida foi diretor da École des Hautes Études en Science Sociales, de Paris. Desde 1986 ele era professor de humanidades na Universidade da Califórnia (câmpus de Irvine), onde era também diretor do arquivo de manuscritos. Em 2001, recebeu o Theodor W. Adorno-Preis, em Frankfurt. Derrida tornou-se professor convidado das mais prestigiadas universidades europeias e norte-americanas — como Johns Hopkins, Yale, Irvine, Cornell, Universidade de Nova Iorque, entre muitas outras. Foi-lhe igualmente outorgado o Doutoramento Honoris Causa por diversas universidades como a Cambridge, Columbia, The New School for Social Research, Essex, Leuven, Williams College, Universidade de Silesia, Universidade de Coimbra entre mais de uma outra dezena delas. Em 2002 foi nomeado para a Cátedra - Gadamer na Universidade de Heidelberg por designação expressa do próprio filósofo alemão. Foi membro estrangeiro honorário, desde 1985, da American Academy of Arts and Sciences e da Modern Language Association of America, assim como Presidente honorário do Parlement International de Écrivains. Exerceu profundo impacto nas mais diversas áreas das humanidades e ciências humanas, em especial nos campos da estética, teoria da literatura e filosofia do direito, e gerado debates decisivos com os pensadores mais importantes de sua época (Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault, John Searle, Paul Ricoeur, Jürgen Habermas, entre outros). Derrida esteve no Brasil três vezes: em 1995, na Universidade de São Paulo (USP) e na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo; e em 2001, no Rio de Janeiro, e em agosto de 2004, em evento organizado na Maison de France, no Rio de Janeiro.

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    Jacques Derrida