Nada Certo em Saideperto - As Crônicas de Imundo - Livro 03

    David Lee Stone

    Rocco
    2009
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-13: 9788561384500
    Português Brasileiro

    Com seus títulos divertidos, personagens caricaturais e localidades pouco aprazíveis como Cusparada, Catarreira, Urticária e Espirro, além da capital Chatich, o inglês David Lee Stone está de volta com mais uma aventura hilariante em Nada certo em Saideperto, o terceiro volume da série As Crônicas de Imundo. Depois de A catástrofe ratastrófica e Escarcéu no Beleléu, o Duque de Arak, governante de Chatich, tem mais uma missão impossível pela frente: se livrar de Grrum Trincadente e Gordo Machadinha, dois bandidos da pesada que andam saqueando as aldeias de Imundo. Será que Vaidoso de Arak conseguirá bolar um plano suficientemente inteligente para prender a dupla? A resposta, obviamente, é NÃO! Tudo que ele consegue junto aos outros lordes de Imundo é bolar um plano maquiavélico e, claro, totalmente inútil. Reunidos em assembléia extraordinária em Saideperto – lugarejo de péssima reputação e paraíso para todo tipo de ladrão e mercenário –, os lordes de Cusparada, Espirro, Chatich e Urticária induzem o Rei Eca de Catarreira a fazer o trabalho sujo para destruir os vilões ao criarem o “desafio dos desejos”, cujo prêmio é a mão em casamento da bela princesa Sushi de Catarreira. Os bandidos mordem a isca e entram na competição, conforme o previsto. Mas a Princesa Sushi não parece disposta a fazer muita coisa pelo bem do seu reino e fará de tudo para estragar o ridículo desafio, metendo seu pai numa grande confusão. Enquanto isso, Gordo Machadinha e Grrum Trincadente, além de seu meio-irmão Grrão, se envolvem numa seqüência de situações inimagináveis em meio aos mais variados tipos de seres, como zumbirutas, animais mortos-vivos e uma organização protetora do crime organizado. Com mais um enredo mirabolante, repleto de ação, fantasia e diálogos mordazes, David Lee Stone prova que seu humor politicamente incorreto continua em ótima forma e mostra por que é considerado um mestre da nova geração de autores de fantasia humorística.

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    Thomaz Brasil23/04/2012Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Podia ser beeeeeem melhor!

    Terceiro livro de uma série de Fantasia, este livro veio da Biblioteca Municipal de Petrópolis (mais um!) trazido por minha esposa. Não li os volumes anteriores, mas a história deste é bem estanque e não faz muitas referências ao passado. Assim, pude usufruir deste sem me preocupar com ter perdido algo revelado nos outros tomos. Infelizmente, não posso dizer que tenha gostado da história a ponto de me fazer procurar os livros 1 e 2, ou eventuais seqüências. O livro tem linguagem fácil, voltada para a faixa etária infanto-juvenil, e utiliza bastante recursos que muitos jovens parecem gostar, como a escatologia em nomes como Espirro, Catarreira, Cusparada, De Arak, Diabolôco, Caramba, Sanguerruim, etc.; e personagens exageradamente estereotipados: há o anão rabugento, os irmãos bárbaros brigões, a pricesa bonitinha e outros tantos. Mas isso por si só não basta para segurar um livro onde a história não é boa. Em suas quase 300 páginas, o enredo se desenvolve aos trancos, com muita informação inútil (e personagens) atirada para todos os lados e sem uma amarração clara. O objetivo da trama é óbvio mas os meios usados para atingí-lo são toscos. Fiquei com a impressão de que o autor pegou o bonde andando, tentou se inspirar por Eoin Colfer e sua aclamada série Artemis Fowl (que também tem elementos escatológicos, embora com diferente ambientação) e se estrepou sonoramente. Além disso, há o problema gritante de tradução e revisão. Fazer a tradução de um texto repleto de passagens satíricas e muitos nomes inventados (muitas e muitas combinações de palavras) é difícil; a tradução passa a ser contextual, não-literal, de modo a ser compreendida pelos leitores do novo idioma, que tem uma diferente interpretação cultural. E, se o texto original é de "baixa qualidade", a tradução não vai melhorar a história por mais que o tradutor se empenhe. Mas a impressão que fica é que o tradutor Domingos Demasi sequer levou a sério seu tabalho. Há frases completamente sem nexo, erros de concordância, verbos e expressões completamente deslocados do seu significado. Em um determinado trecho tenho certeza que falta mais do que uma frase no parágrafo para que este faça sentido. Tantos erros juntos só mostram que não houve revisão da obra e isso é uma falha gigantesca da editora Rocco, que em outros tempos primava pela qualidade de suas publicações. Com o mercado editorial crescente e o foco nos livros para o segmento infanto-juvenil, fica o sentimento de que este é apenas mais um título para embolsar uma grana dos leitores desavisados. Também fico pensando em por que importar um livro ruim quando há tanta gente boa escrevendo Fantasia aqui no Brasil.

    1 curtida

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    3.1 / 9
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