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    Madame Bovary -

    Gustave Flaubert

    Bruguera
    1986
    412 páginas
    13h 44m
    ISBN-10: 8402085563
    Espanhol
    4
    5 avaliações
    Leram10Lendo0Querem1Relendo0Abandonos1Resenhas1
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    Enfrentada a una realidad mezquina y tediosa y exaltada su imaginación por los sueños exóticos que fomentaron en ella las lecturas juveniles, Emma Bovary llegará al suicidio tras haber intentado en vano aplacar sus anhelos en la entrega desenfrenada a los adulterios que no hicieron sino acentuar su malestar e incapacitarla para llevar las riendas de su vida. A pesar de los cambios que parecen haberse operado en la sociedad de 1856 acá, a Emma Bovary nos la seguimos encontrando hoy - aunque vaya vestida de vaqueros - estrellándose contra las esquinas en su pugna por conquistar una identidad que busca por caminos equivocados.

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    Débora Vilar25/08/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A mulher como produto do patriarcado

    A novela conta a história de vida de Madame Bovary, uma jovem muito inteligente e mimada. Flaubert na minha percepção abusou do esteriótipo, e descreve uma mulher quase caricata. Como mulher fiquei com raiva dela de ser tão submissa, e fútil. A leitura é uma viagem ao tempo, descreve muito bem o ambiente social e pessoal que as pessoas dessa época compartilhavam, é triste ver como a personagem era moldada nessa corrente machista, que não permitia a mulher a ter a liberdade de sair, e buscar conhecimento sozinha, apesar de ser infiel que já era uma atitude bem reacionária, Madame Bovary não podia se separar de seu marido simplesmente, porque sentia-se pressa a cultura do patriarcado e recorria a seus amantes, na esperança que eles a libertasse da angústia e tristeza da sua vida fútil. Ela é o resultado da cultura do patriarcado, casou-se porque tinha que fazer por ser mulher, estava destinada a isso, então não pensou muito na primeira proposta de casamento que recebeu. Para mim essa obra foi um tapa na cara, durante a leitura sempre imaginava a vida das mulheres dessa época, sem autonomia, liberdade, conhecimento, pressas nas garras do machismo. E o mais triste é que até hoje temos que matar um leão a cada dia, para superar o patriarcado.

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    Gustave Flaubert profile picture

    Gustave Flaubert

    "Madame Bovary sou eu", disse Gustave Flaubert quando os juízes lhe perguntaram quem teria sido o modelo da sua personagem, durante o seu julgamento, em 1856. Ele foi acusado pelo governo francês de ter escrito uma "obra execrável sob o ponto de vista moral". Mas foi absolvido pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, em fevereiro de 1857. Resultado de cinco anos de trabalho, seu romance de estréia, "Madame Bovary", é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridicularizou sua própria condição social. Afinal, o autor era filho de um médico provinciano rico e vivia de rendas em sua idade adulta na propriedade rural do pai. A história de Emma Bovary, que trai o marido para fugir da vida medíocre, é um retrato da incapacidade mental, emocional e moral das sociedades provincianas. Flaubert se dizia um estudioso da estupidez humana e colecionava episódios de burrice publicados em livros e jornais. Para ele, estupidez era mais freqüente na província. A falta de inteligência também foi o tema de "A Tentação de Santo Antão" (1874). Em 1840, como prêmio por ter concluído os estudos secundários, ganhou uma viagem para os montes Pirineus e para a ilha de Córsega. Ao passar por Marselha, viveu um namoro com Eulália Foucaud de Langlade. O idílio foi inspiração para a obra "A Educação Sentimental" (1869). Entre 1849 e 1851, o autor viajou para a África, onde colheu informações para "Salambô" (1862), sobre a queda de Cartago. Flaubert foi um dos autores mais importantes do Realismo, movimento estético de reação ao Romantismo europeu no século 19, influenciado pelas teorias científicas, a Revolução industrial e a linha filosófica de Augusto Comte (o Positivismo). Ele levou à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na estrutura do enredo. Em 1866, recebeu a Legião de Honra do governo francês. Pouco antes de sua morte, vendeu propriedades para evitar a falência do marido de sua sobrinha. Passou a viver de um salário como conservador da Biblioteca Mazarine. O romance "Bouvard et Pécuchet" foi publicado inacabado, postumamente.

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    Gustave Flaubert