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    Fuga para parte alguma -

    Jeronymo Monteiro

    Edições GRD
    1961
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    6 avaliações
    Leram11Lendo0Querem38Relendo1Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados38Avaliaram6

    O homem, na plenitude de sua capacidade técnica, dono de uma extraordinária civilização, teve de enfrentar, repentinamente, o menor e mais ativo dos inimigos: a formiga. E o combate foi travado em todos os setores e em todos os momentos, incansavelmente. As grandes cidades, as usinas atômicas, as fabulosas estradas intercontinentais, tudo ruía e se convertia em escombros. Milhões e milhões de homens eram devorados de modo inexorável. Mas os sobreviventes lutavam... para quê? Haveria possibilidade de fugir para alguma parte?

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    Davenir Viganon picture
    Davenir Viganon11/04/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Ficção Científica de desastre antes do cinema desastre

    "Fuga para parte alguma" é uma obra clássica da primeira onda da ficção científica brasileira lançada em 1961 pelas Edições GRD, primeiro foco da ficção científica no Brasil. Temos aqui uma obra que faz um desenho filosófico de um pessimismo em relação a civilização humana. O livro se passa no longínquo século 122 em uma cidade avançada tecnologicamente. O autor não busca uma extrapolação social tão sofisticada mas se vale da ficção científica para extrapolações filosóficas. A humanidade passa a enfrentar um inimigo inusitado. Formigas amazônicas mutantes que se espalham e começam a devorar humanos e animais. Começa um combate a esta praga mas logo vemos que a humanidade começa perdendo e se obriga a fugir, apesar de toda a tecnologia que dispõe. Podemos apontar o primeiro problema do livro: não há um esforço em retratar os humanos explorando outras formas de matar as formigas, como usando veneno, por exemplo. Vemos os humanos pegos de surpresa e incapazes de reagir. Reduzidos a sua animalidade e instinto de sobrevivência, como qualquer outro animal acuado. Acredito que é esse lembrete que o autor busca com a obra. Relembrar a nossa vulnerabilidade apesar de já termos dominado a natureza com tamanha eficácia ainda que de forma destrutiva. Ainda que a reflexão seja válida, a obra não envelheceu bem. A imaginação ao retratar uma sociedade tão patriarcal e normatizada, neste futuro tão futuro soa como as obras de Asimov. Encaixa no contexto limitado da época em que foi escrita, mas como disse, envelheceu mal. Contudo, para o leitor que se dispuser a mergulhar nessa reflexão e neste mundo aterrador, será presenteado pela potência do drama humano, potencializado por cenas violentas dos ataques de formigas de vinte centímetros que agem como se fossem piranhas. Recomendo!

    5 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 6
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Jeronymo Monteiro profile picture

    Jeronymo Monteiro

    Ficção científica Fundou a Sociedade Brasileira de Ficção Científica em 1964 e, no início da década de 1970, tornou-se editor do Magazine de Ficção Científica, edição brasileira do The Magazine of Fantasy & Science Fiction estadunidense. Na década de 1990, a Isaac Asimov Magazine (edição brasileira da Asimov's Science Fiction) criou um "Prêmio Jerônymo Monteiro" em homenagem ao escritor. [editar] Atuação em outros campos Monteiro também foi o idealizador de uma das primeiras séries radiofônicas de ação transmitidas no Brasil, As Aventuras de Dick Peter (1937), transmitidas pela Rádio Difusora (posteriormente Rádio Tupi) de São Paulo. Trabalhou na Editora Abril, nas décadas de 1950 e 1960. Foi o primeiro editor da revista O Pato Donald. Traduziu para o português histórias em quadrinhos de Walt Disney, inventando os nomes de personagens Disney que subsistem até hoje no Brasil, como por exemplo, Tio Patinhas e Huguinho, Zezinho e Luizinho, entre outros.

    19 Livros
    11 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Jeronymo Monteiro